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Motoristas e cobradores de Curitiba fazem mobilização contra cobrança de multas

(Foto: Divulgação / Sindimoc) - Motoristas e cobradores de Curitiba fazem mobilização contra cobrança de multas
(Foto: Divulgação / Sindimoc)

Motoristas e cobradores do sistema de transporte de Curitiba reclamam da cobrança de multas por parte da Urbs. Por enquanto, a categoria está realizando apenas assembleias nas empresas, mas não está descartada uma paralisação. A Urbs contesta o questionamento dos trabalhadores.

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc), Anderson Teixeira, afirmou que um acordo firmado em 2011 substituiu a cobrança de multas por medidas saneadoras, ou seja, participação em cursos e palestras. No entanto, as multas voltaram a ser cobradas e somam, de acordo com o sindicato, cerca de R$ 2 milhões.

Entre as infrações estão a falta do uso do uniforme, a não contenção de invasões às estações tubo e ida ao banheiro. “Não tivemos respostas da Urbs, isso é uma injustiça ao trabalhador, que além de passar pelos cursos está tendo desconto no salário”, critica Teixeira.

De acordo com ele, a prioridade no momento é conseguir um retorno da Urbs sobre a cobrança ou arquivamento das multas. “Aprovamos a mobilização, as passeatas e em último caso a paralisação, mas não temos previsão. Nosso principal objetivo é ser ouvido”, afirmou o presidente do Sindimoc.

Questionamento estranho

O presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva, considerou o questionamento da categoria como “inadequado e inapropriado”. De acordo com ele, não houve um desarquivamento de multas e o acordo para medidas saneadoras não foi desrespeitado.

“Verificamos que multas de 2012 não haviam sido cobradas. Abrimos uma sindicância interna para apurar a responsabilidade”, explicou. “Nos estranha o fato de que notificamos as empresas das multas, elas nos solicitaram informações complementares que estamos providenciando, mas não foi descontado R$ 1 sequer das empresas”, comentou.

De acordo com Gregório, a maioria das multas de 2012 que estão sendo cobradas no momento dizem respeito às empresas e não afetam os trabalhadores. Entre elas estão falta de limpeza nos ônibus, elevadores quebrados e demais equipamentos que não funcionam.

Além disso, a Urbs se manifestou rigorosa a situações como excesso de velocidade e uso de celular ao volante, que não são contempladas pelas medidas saneadoras. “Entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012, 3.995 multas deixaram de ser cobradas financeiramente. Elas foram e continuam adotadas até hoje”, garante Gregório. A Urbs está preparando uma resposta aos questionamentos do Sindimoc.

A reportagem aguarda retorno do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp).