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MP investiga guarda municipal e policial civil de Ponta Grossa

(Foto: Divulgação) - MP investiga guarda municipal e policial civil de Ponta Grossa
(Foto: Divulgação)

A 12ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, ingressou nesta semana com duas ações civis públicas por atos de improbidade administrativa contra dois servidores públicos. No primeiro caso, o alvo da ação é um guarda municipal e no outro, um policial civil.

Segundo o Ministério Público, o guarda municipal se aproveitou do momento em que estava sozinho no prédio da Prefeitura, fardado e encarregado pela segurança do imóvel, e furtou diversos objetos do local. Ele também se apossou de objetos pessoais de uma secretária que esqueceu a bolsa no local de trabalho.

De acordo com a assessoria da Prefeitura Municipal, o caso foi registrado no início do ano passado. O guarda municipal estava em estágio probatório quando cometeu os furtos e, por isso, foi exonerado ainda à época do crime.

Já o policial civil, segundo o MP, extorquiu vendedores ambulantes que trabalhavam no calçadão central da cidade. No momento da extorsão, ele estava em horário de expediente e utilizou seu distintivo e carteira funcional para se identificar.

Em nota, a assessoria da Polícia Civil ressalta que, “em paralelo a ação criminal do Ministério Público (…), tramita na Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC) um procedimento administrativo interno que tem por objetivo a apuração da responsabilidade administrativa do servidor”. O comunicado explica que, caso fique comprovada a extorsão, o policial “estará sujeito a pena de demissão do cargo. A Corregedoria informa ainda que o policial está afastado de suas funções policiais até que seja concluído o procedimento”.

“A direção da Polícia Civil enfatiza que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado”, completa o comunicado da assessoria.

Uma eventual condenação por ato de improbidade administrativa pode levar a sanções como a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com o Poder Público e multa, entre outras. Os dois agentes públicos também já respondem criminalmente por seus atos.

Colaboração Assessoria de Imprensa.