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MP processa Maringá, FPF e empresa por venda irregular de ingressos na final do Paranaense 2014

Jogo aconteceu em abril de 2014 (Foto: Robson Vilela/Redação em Campo) - MP processa Maringá, FPF e empresa por venda irregular de ingressos
Jogo aconteceu em abril de 2014 (Foto: Robson Vilela/Redação em Campo)

A final de 2014 do Campeonato Paranaense de Futebol virou alvo de uma ação civil ajuizada pelo Ministério Público. A 6ª Promotoria de Justiça denuncia que foram vendidos cerca de 4 mil ingressos a mais para o setor coberto, o que causou confusão e danos aos direitos dos consumidores.

Por isso, o Ministério Público processou o Maringá Futebol Clube, a Federação Paranaense de Futebol e a empresa BB Corretora por danos materiais e morais. A confusão aconteceu no dia 13 de abril de 2014 quando a Zebra disputava a final com o Londrina Esporte Clube.

O Corpo de Bombeiros autorizou a entrada de 19.092 pessoas no Estádio Regional Willie Davids e foram vendidos 19.071, ou seja, quase toda a lotação. O problema é que o local só conta com 4.471 assentos cobertos e foram vendidos cerca de 4 mil ingressos a mais para o setor.

Segundo o Ministério Público, o fato causou confusão, brigas e mal-estar durante a tentativa dos torcedores de entrarem no estádio. Como o setor lotou rapidamente, mais da metade dos consumidores que haviam adquirido o ingresso para a área coberta não puderam ver o jogo.

O Ministério Público ainda destaca que foram registradas outras irregularidades na final do Paranaense, como falhas na revista. Torcedores conseguiram entrar com fogos de artifício, o que é proibido. Os materiais foram lançados contra policiais militares e o campo.

A Promotoria quer que o Maringá Futebol Clube seja punido com a perda do mando de jogo. Já sobre a Federação Paranaense e a BB Corretora, foi feito o pedido para que indenizem os torcedores em R$ 177 mil.