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Mujica fala de apoio ao ex-presidente Lula, após aula magna na Unila

Foto: Reprodução - Mujica fala de apoio ao ex-presidente Lula, após aula magna na Unila
Foto: Reprodução

José Alberto Mujica, senador e ex-presidente do Uruguai, esteve nesta terça-feira (15), em Foz do Iguaçu, onde ministrou um encontro de abertura do ano letivo da Unila.

A aula Magna foi aberta aos acadêmicos da universidade. Após a palestra, Mujica falou com a imprensa e questionado sobre os últimos acontecimentos do país, foi claro em dizer da amizade dele com o ex-presidente Lula.

Um jornalista da agência de notícias espanhola perguntou a Mujica se ele demonstraria apoio ao ex-presidente petista, confira um pouco da entrevista.

“Eu sempre o apoiei, não tenho que demonstrar nada”, disse Mujica.

Repórter: “Mas neste momento ele está sendo investigado, não”?

“Bem, que o investigue, que o revistem, não sei o que o Brasil tem que fazer, mas ele é meu amigo. Veja bem, eu também tenho amigos que visito na prisão”, contou.

Repórter: “Você acredita que o ex-presidente Lula pode vir a ser um preso político”?

“Não vou lhe responder. A única coisa que vou lhe dizer é que conheço a história do Brasil e vou te responder com uma parábola: ‘todos os estados brasileiros tem uma rua importante que se chama Getúlio Vargas, menos São Paulo’”, finalizou.

Pepe Mujica

José Alberto Mujica Cordano, popularmente conhecido como Pepe Mujica, foi presidente do Uruguai de 2010 a 2015. Durante sua presidência, rejeitou benefícios e recusou-se a viver no palácio presidencial.

Fez um governo que colocou o Uruguai no mapa das nações progressistas. Reduziu a pobreza de 37% para 11%. Apoiou a legalização do aborto e da maconha e assinou a lei que garante o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Sua atuação política teve início nos anos 1960, quando se integrou ao Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros (MLN-T).

Durante a ditadura militar do Uruguai, passou quase 15 anos na prisão. Seu último período de detenção durou 13 anos, entre 1972 e 1985. Após o retorno à democracia, foi libertado e beneficiado pela lei que decretou anistia aos delitos políticos.

Alguns anos após a abertura democrática, criou, com outras lideranças do MLN e partidos de esquerda, o Movimiento de Participación Popular (MPP), dentro da Frente Ampla.

Desde então, atuou como deputado por Montevidéu (1994), senador (1999) e ministro da Agricultura (2005).

Colaboração: Cleo Mattos / Rede Massa e assessoria de imprensa