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Mulher acusa médico de assédio e afirma estar traumatizada em Apucarana

(Foto: Rede Massa) - Mulher acusa médico de assédio e afirma estar traumatizada
(Foto: Rede Massa)

O marido e a família não sabem, mas uma mulher de 42 anos faz acompanhamento psicológico para tentar superar um trauma. Ela alega que, no ano passado, foi abusada por um clínico geral de Apucarana (a 62 quilômetros de Maringá) e registrou a acusação na Polícia Civil.

“Ele começou a me tocar diferente, como homem e não como médico. E nas palavras dele, ele falava assim: chega mais perto de mim, eu quero sentir teu corpo perto de mim.” A mulher contou que chegou a tentar tirar a própria vida. “Eu tentei suicídio várias vezes, mas devido aos meus filhos e aos meus netos, eu me apeguei a eles. Mas se eu fosse ver minha vida, a minha vida é um nada”, declarou.

Essa é a segunda denúncia contra o médico. A primeira foi registrada na Delegacia da Mulher em 2011, por uma vítima de 36 anos. “Não era uma consulta, era um abuso mesmo. Ele nem disfarçou, ele tocou mesmo”, acusou.

Neste mês de maio, policiais civis fizeram uma operação de busca na casa do clínico geral e apreenderam computadores, pastas e papéis para serem investigados. Para concluir o inquérito, a polícia aguarda o resultado da perícia.

O advogado do clínico espera a conclusão das investigações e disse que acredita na inocência do cliente. A polícia ainda acredita que podem surgir novas denúncias contra o médico.

“Como mulher, eu me sinto um lixo porque hoje eu não tenho nada a oferecer para o meu marido como mulher. Eu quero que ele [o médico] pague por tudo, que Deus faça justiça na vida dele, porque ele sabia quem eu era e mesmo assim fez o que fez”, afirmou a suposta vítima.

Colaboração Sílvia Vilarinho da Rede Massa