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Mulher é estuprada ao descer do ônibus

No momento que a esteticista, de 42 anos, descia do ônibus da linha São Braz, ontem (15) à noite, por volta das 20 horas, próximo ao Jardim Saturno, foi surpreendida por um homem no ponto, que fica próximo a passarela na BR- 277. O caso foi encaminhado para a Delegacia da Mulher e será investigado.

Além de ter a bolsa roubada, o homem – moreno e baixo – cometeu o estupro no local. Conforme o relato da cunhada da vítima, a situação de violência no bairro tem estado cada dia mais tensa. Uma outra pessoa tinha ficado de buscá-la no ponto de ônibus, exatamente a vítima sempre teve medo do local. “Ela nunca anda de ônibus. E, justamente nesse dia, quando voltava do trabalho aconteceu esse crime”. No momento, estava levando a cunhada para atendimento em uma clínica psiquiatra da cidade.

Morte

No dia 26 de fevereiro, a família de Lucia Rosa Bronholo teve a confirmação de mais um caso de violência cometido no São Braz. A senhora, de 56 anos, estava desaparecida desde o dia 21. Depois da divulgação de cartazes, o corpo foi encontrado dentro de uma valeta no Terrão (terreno particular que serve para os moradores cortarem caminho entre um lado e outro do bairro). Lucia tinha sido estuprada e degolada. 

A filha Elizabeth Oliveira conta que a mãe sumiu no dia da mudança de horário. Ao invés de sair às 5h30 para pegar o ônibus para ir visitar a cunhada em Campo Largo, acabou se confundindo e saiu uma hora antes. Naquele dia, as câmeras de segurança da igreja local mostraram que estava ainda muito escuro e garoando. "Vivemos a agonia da espera de alguma informação durante uma semana". 

Com a tragédia, a família tem muito medo. Segundo ela, não é mais visto viaturas de polícia no local. Ela confessa que tem medo de sair na rua. "Aconteceu com minha mãe, pode acontecer com qualquer uma de nós". 

Situações

A delegada Samia Coser conta que casos como esses do São Braz são comuns. Os registros são mais de situações de violência sexual cometidas em bairros e em horários ou muito cedo da manhã, ou muito tarde da noite, cometidos contra mulheres que saem do trabalho ou da faculdade. Nas épocas frias também aumentam o número de ocorrências porque as ruas ficam com menos pessoas nas ruas. Ela alerta que as mulheres devem procurar ajuda médica nos hospitais de Clínicas ou no Evangélico que estão preparados para dar acompanhamento. “É fundamental que a mulher procure atendimento nas primeiras 72 horas”, avisa.

No último sábado (12),  moradores do bairro fizeram protesto contra a violência.