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Na Câmara de Maringá, CP ouve testemunha e não descarta exame em letra de carta com ameaças

CP ouve testemunha e não descarta exame em letra de carta com ameaças

Na Câmara Municipal de Maringá, a Comissão Processante que investiga a autoria de uma carta com ameaças ao vereador Mário Verri fez a quarta reunião na tarde de segunda-feira (27). O assessor parlamentar Jair Ribeiro Neves confirmou as informações já apresentadas por Verri e Rogério Mizael, chefe de gabinete de Luizinho Gari,  o investigado, mas nada acrescentou de novo.

Jair Ribeiro Neves, que trabalha no gabinete de Mário Verri, admitiu que o vereador mostrou a ele o conteúdo da carta assim que recebeu em seu gabinete, no dia 26 de abril. O parlamentar era o presidente da primeira Comissão Processante instaurada contra Luizinho Gari, em virtude de sua prisão por ter desrespeitado uma medida protetiva que o proíbe de se aproximar da ex-mulher.

Os integrantes da CP que se reuniram nessa segunda-feira já têm certeza que o envelope usado para o envio da correspondência com ameaças saiu do gabinete de Luizinho Gari. Por isso, o relator Humberto Henrique requereu o envelope assim como a intimação do ex-chefe de gabinete de Gari, Jonas Teixeira Garcia.

O vereador também pediu cópia do livro de registro de presença das sessões, dos projetos originais protocolados por Luizinho Gari e do ponto assinado pelos assessores do investigado. A Comissão Processante não descarta pedir um exame grafotécnico para analisar a letra de quem escreveu a carta.

Um fato curioso chama a atenção dos vereadores. Luizinho Gari mudou a assinatura depois que Mário Verri fez um boletim de ocorrência sobre a carta no dia 29 de abril. A partir deste dia, Gari, que antes só assinava com letras de forma, passou a usar letras cursivas.

Colaboração Célia Martinez da Rede Massa