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"Não basta só tirar as maçãs podres do cesto", diz procurador da Lava Jato em evento em Pato Branco

(foto: Divulgação) - "Não basta só tirar as maçãs podres do cesto", diz procurador da Lava Jato
(foto: Divulgação)

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador do Ministério Público Federal na operação Lava Jato,  veio a Pato Branco neste sábado (21) para uma palestra no colégio Mater Dei, onde estudou desde os dois anos até o primeiro ano do Ensino Médio.

A palestra “A Sociedade contra a Corrupção” teve como tema a forma como cidadãos podem atuar e influir no cenário político nacional para que casos como o escândalo da Petrobras, descoberto na Lava Jato, não voltem a ocorrer.

“Nós não temos dúvidas de que a corrupção tira o remédio, a comida e as escolas do brasileiro. Quem desvia milhões rouba milhões, acaba matando milhões de pessoas e nós todos acabando sendo atingidos. Mas nós temos um poder que muitas vezes não percebemos que é o poder de exercício de cidadania que nós podemos exercer para evitar esse tipo de situação aconteça. Nós podemos fechar as brechas por onde escoa o dinheiro público e nós temos um papel importante. Meu papel aqui é estimular que todos nós contribuímos para um país mais justo com menos corrupção e menos impunidade”, disse o procurador.

Sobre as investigações da Lava Jato, Dallagnol afirma que foram oferecidas mais de 40 acusações criminais contra 207 pessoas, sendo que já ocorreram 110 condenações.

“Agora isso é a árvore. O problema é que existe uma floresta da corrupção. Quando nós descobrimos esse microesquema da Petrobras é algo que também identificamos em outros órgãos públicos e algo que faz parte do modo como funciona o sistema político brasileiro. Se nós queremos fazer com que a corrupção deixe de existir, diminuir os índices de corrupção, não basta nós tirarmos as maçãs podres do cesto. Devemos descobrir o porquê que as maçãs naquele cesto apodrecem, ou seja, devemos mudar as condições que favorecem o surgimento da corrupção e para isso propusemos as 10 medidas contra a corrupção e defendemos que deve existir uma reforma política. Para mudar as condições que favorecem e propiciem a corrupção alastrada e sistêmica como aquela que existe no Brasil”.