22°
Máx
14°
Min

"Não temos pressa", diz secretário sobre elucidação da série de mortes em Londrina

(Foto: AEN/Arquivo) - "Não temos pressa", diz secretário sobre elucidação da série de mortes em Londrina
(Foto: AEN/Arquivo)

A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) apresentou, na manhã desta quarta-feira (17), o resultado da força-tarefa criada em Londrina após a série de mortes registradas na cidade na noite de 29 de janeiro. Doze pessoas foram assassinadas em um período de menos de 12 horas, logo após a execução do policial militar Cristiano Luiz Botino, de 34 anos.

Curiosamente, a entrevista coletiva com o secretário de segurança Wagner Mesquita foi realizada em Curitiba, a cerca de 400 quilômetros de onde as mortes ocorreram.

Segundo a Sesp, 75 pessoas foram presas no período da força-tarefa, redução média de 43% na região de Londrina. No entanto, nenhuma das prisões está relacionada à autoria dos homicídios registrados na noite violenta.

“Não temos pressa em apresentar resultados. Queremos elucidar estes casos de maneira concreta, com provas que se sustentem na justiça. Não é só analisar a autoria, mas sim se tem relação um (crime) com o outro. Por isso é preciso um trabalho muito detalhado”, afirmou o secretário.

Questionado sobre a participação de facções na série de mortes, Mesquita voltou a descartar e afirmou que as forças de segurança têm ‘atenção total’ a estes grupos. “A cada nova informação, há certeza que não houve ordem nenhuma de facção qualquer para que tenha retaliação a policiais militares. Isto não aconteceu. Os casos são investigados individualmente”.

Desde a noite de 29 de janeiro, apenas uma morte violenta foi registrada em Londrina. Em 2 de fevereiro, Marcos Antonio Raimundo, 44 anos, foi morto a tiros durante assalto a uma padaria na avenida Jamil Scaff, zona leste da cidade. Duas pessoas foram presas no dia seguinte acusadas de participação no crime.