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Número de mortes relacionadas à dengue sobe mais que o dobro no Paraná

(Foto; divulgação/Sespa) - Mortes relacionadas à dengue sobem mais que o dobro em uma semana no Paraná
(Foto; divulgação/Sespa)

O número de mortes relacionadas à dengue subiu mais que o dobro em relação à semana passada no Paraná. Os dados estão no Boletim da Dengue, divulgados nesta terça-feira (1), pela Secretaria Estadual de Saúde. Nesta semana, foram registrados 13 óbitos ocasionados pela dengue, contra cinco da semana passada.

Já os registros de casos confirmados de dengue no estado aumentaram 16%. Na semana passada, 7.360 casos foram confirmados, contra 8.728 desta semana. O total de casos autóctones, quando a pessoa contrai a doença dentro do estado, subiu para 7.512, contra 6.272 da semana passada. Já o número de casos importados teve um acréscimo de 128 casos, subindo para 1.216 registros.

A Regional de Saúde de Paranaguá, no litoral do estado, segue liderando o número de casos confirmados, com 2.205 registros. A regional também registrou o maior número de mortes, com 10 dos 13 casos registrado em todo o estado. Na sequência vem a regional de Foz do Iguaçu, com 1.665 registro e duas mortes ocasionadas pela dengue.

Em relação à febre Chikungunya e o Zika Vírus, também foram registrados aumentos. No caso da Chikungunya, 26 casos foram confirmados, sendo 24 importados e apenas dois autóctones, contra 14 registros da semana passada. Já em relação ao Zika Vírus, 23 novos registros foram confirmados, pulando de 70 para 93 casos. Destes, 25 importados foram registrados em Curitiba, cinco a mais do que na semana passada.

Um dos 93 casos confirmados de Zika no Paraná é do pequeno Lorenzo Minari, de 3 anos. Morador de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana, ele sabe muito bem como é conviver com as consequências do mal causado pelo mosquito Aedes aegypti.

Antes do feriado de carnaval, alguns sintomas como febre e problemas gastrointestinais foram suficientes para desconfiar de que algo estava errado. Lorenzo apresentava dor na perna, com o olho vermelho e dor abdominal. A família de férias, em Guaratuba, no litoral do estado, não pensou duas vezes e levou o menino para atendimento no Hospital Municipal.

O médico do plantão nem o examinou, lembra a mãe. Já mandou fazer o teste da dengue. Sem o resultado, o menino tomou remédio para enjoo e manteve o antitérmico. Nada mais. “Quinze dias depois recebi o laudo da Secretaria Municipal de Guaratuba confirmando o caso como sendo de zika”. Mas, diante de tanto tempo, o menino melhorou.


Laudo que comprova Zika foi expedido no dia 12 de fevereiro, em Guaratuba (Foto: Divulgação)

No entanto, a preocupação se mantém. Com o resultado, os pais procuraram outro hospital na capital. Foram orientados a repetir o exame, mas para isso precisariam pagar mais de R$ 500. O teste não estava sendo distribuído gratuitamente. Priscilla resolveu procurar a pediatra do menino antes de tomar uma atitude. Na opinião da médica, não adiantaria fazer um novo teste 15 dias depois da infecção. Outros exames mostraram que as dores abdominais que se mantiveram constantes não tinham nada a ver com problemas grastrointestinais.

Priscilla recorda que, afora uma ligação da Secretaria Municipal de São José dos Pinhais querendo saber detalhes do caso, ninguém mais a procurou da saúde pública ou orientou como será a partir de agora. “Estamos bem preocupados. Nem os médicos sabem o que acontece depois da criança ter sido infectada pelo vírus. Quais são as sequelas?” Para prevenir, a família Minari mantém telas de proteção na janela e usa, frequentemente, o repelente. “Tenho a certeza de que não foi no litoral”, salienta.