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O adeus ao pequeno ‘Dr Nyltow’

O adeus ao pequeno ‘Dr Nyltow’

Muita tristeza no adeus ao menino “DR” Nyltow Rafael Pacheco dos Santos. Tristeza, mas ainda assim, o pai, os familiares, se mostraram centrados, e com uma confiança inabalável em Deus. “Eu achava que nós cuidávamos dele, mas Deus o colocou na nossa vida para ele cuidar de nós”, disse o pai.

O menino, que se intitulava ‘doutor’, morreu aos 12 anos, após mais um internamento no Hospital Pequeno Príncipe. Nyltow sofria de fibrose pulmonar idiopática, uma doença crônica, que não tem cura. As informações repassadas pela assessoria do Pequeno Príncipe, são de que “ele recebia atendimento na casa hospitalar desde os 2 anos”. “É uma doença genética, que pode ou não se desenvolver e, ele infelizmente desenvolveu”, contou a assessora. “Uma tia de Nyltow também desenvolveu a doença, ela foi submetida a um transplante de pulmão há cerca de dois anos, e hoje tem melhor qualidade de vida”, acrescentou.

O transplante chegou a ser cogitado, mas, conforme a assessoria, não foi possível por uma questão de saúde mesmo. “O transplante somente é feito em Porto Alegre. O doador precisa ser alguém da família, o pai ou a mãe, e é preciso que a condição de saúde do paciente esteja boa para que ele seja submetido a cirurgia”, relata. “Acontece que o estado de saúde dele piorou muito e não houve tempo para o transplante”.

‘Pequeno iluminado’

Como um menino pode mobilizar uma cidade, uma região inteira? Autodidata, ele aprendeu a tocar sete instrumentos, a pintar, e produzir telas lindas. Em nenhum momento nestes ‘poucos’ anos, e apesar de toda a dificuldade, de ter que ‘carregar’ o balão de oxigênio onde quer que fosse, nenhuma reclamação, tristeza ou palavra de contrariedade foi ouvida dele. O menino que estava sempre sorrindo, foi um ‘guerreiro’ e mobilizou muita gente. Do seu “livro de sonhos”, sim, ele tinha um, conseguiu concretizar quase todos. Sua persistência levou suas telas para o Museu do Louvre, em Paris, feito que muito artista renomado ainda não alcançou.

(Foto: Reprodução / Facebook)(Foto: Reprodução / Facebook) 

Ele brincava, ele ensinava, ele mobilizava, ele emocionava, e continua emocionando. O pequeno se foi, mas seus exemplos de perseverança, de alegria e de fé, permanecem. Ele sempre acreditou em um milagre. Ele era um milagre.

O sepultamento está marcado para às 17 horas, no Cemitério de Porto Amazonas.

Colaboração Silvana Ukachenski/Rede Massa