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Obra milionária da Rodoferroviária deixa usuários do desembarque 'no tempo'

(Foto: Divulgação) - População reclama do desembarque da Rodoferroviária
(Foto: Divulgação)

As obras de reforma da Rodoferroviária de Curitiba, concluídas em 2014 para a Copa do Mundo de Futebol, custaram aos cofres da Prefeitura de Curitiba quase R$ 40 milhões. O valor é alto, mas se o resultado tivesse sido satisfatório a todos, pode ser que nem fosse contestado. Acontece que, pelo menos no setor de desembarque estadual, as reclamações dos usuários são grandes. “A gente chega e tem que descer na chuva, no frio”, diz a maioria dos reclamantes. “Para atravessar para pegar o ônibus é preciso passar no meio dos ônibus”, diz outros relatos.

A reclamação chegou a Câmara de Vereadores, que enviou solicitação de informações à Prefeitura. O pedido, “requer informações sobre o projeto de revitalização da rodoviária de Curitiba, referente ao design em viés (diagonal) da área de cobertura do desembarque Estadual, bem como a possibilidade de alteração do referido projeto”. A solicitação de número 062.00248.2016, pode ser consultada no site da Câmara de Vereadores.

A reportagem do Massa News conversou com o autor da solicitação, que disse que “o pedido de informação foi motivado pelas várias reclamações recebidas de populares”. “Algumas pessoas nos procuraram e questionam o fato de o desembarque não ser muito adequado”, disse. “Estamos e vamos pagar caro por algo que não atende de forma adequada a população”.

Conforme o autor as críticas são de que “possivelmente tenha havido uma falha no projeto”. “A meu ver, e ouvindo o relato dos usuários, parece que há uma falha, porque da forma que está o desembarque, é mais adequado a cidades do nordeste do Brasil, não a uma cidade como Curitiba, onde o clima é sempre mais ameno, mais frio mesmo”, diz. “Usuários relataram que ao esperar parentes que vêm do interior, precisam ficar no tempo, não tem um abrigo, e não tem mesmo. É chuva, é sol, vento”.

Também segundo o autor, o pedido é para motivar a Prefeitura a fazer um estudo visando solucionar o problema”. “Foi um investimento alto, um local de grande movimento e que deve atender à necessidade da população.

A Assessoria de Imprensa da Urbanização de Curitiba (Urbs), disse em nota que “estão sendo feitos estudos, pelo Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), para ampliação da cobertura do desembarque”, no entanto, não detalhou valores a serem investidos e prazos de execução.

A nota, também diz que “a área de desembarque foi projetada para atender as necessidades de desembarque - como acesso fácil a táxi e ao lado do estacionamento rotativo e, ainda, aos demais blocos do terminal rodoviário. A dinâmica do desembarque pressupõe que, ao chegar, a pessoa se dirija à saída destas plataformas, não permanecendo nelas”.

O autor que solicitou as informações à Prefeitura, disse ainda que desde o início, as obras foram ‘problemáticas’. Ele criticou também, a opção de piso implantado no local. “O piso foi trocado, é novo, mas parece que é velho, tem aparência de sujo. Parece estar sempre muito sujo”, disse.

A Assessoria, afirmou na nota que “o projeto de reforma, incluindo as plataformas de desembarque foi feito na gestão passada. As obras, que em dezembro de 2012 estavam praticamente paralisadas foram retomadas, com novo cronograma, a partir de 2013 e entregues em junho de 2014”. Para o autor, no entanto, se um ‘erro’ é detectado no projeto, ele pode e deve ser readequado. “Pode ser que o projeto fosse antigo, mas nada impede que uma readequação seja efetuada”.