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Obras de contenção de cheias em Curitiba somam R$ 121 milhões

Para amenizar os alagamentos, obras de drenagem e macrodrenagem estão sendo realizadas em diversos bairros (Foto: Everson Bressan/SMCS) - Obras de contenção de cheias em Curitiba somam R$ 121 milhões
Para amenizar os alagamentos, obras de drenagem e macrodrenagem estão sendo realizadas em diversos bairros (Foto: Everson Bressan/SMCS)

O investimento para amenizar os problemas de alagamentos e enchentes em Curitiba será R$ 121 milhões. As obras de drenagem e macrodrenagem vão beneficiar os bairros Hauer, Fanny, Lindóia, Parolin e Guaíra. 

As obras, segundo a prefeitura, serão realizadas nas bacias do Rio Pinheiro, Rio Iguaçu/sub-bacia e Rio Belém, nos quais estão sendo construídas contenções em concreto, indutores de retardo no fluxo da água, condutos forçados e estações de bombeamento.

As intervenções foram iniciadas em 2015 e estão sendo executadas em três lotes, com investimento de R$ 121 milhões. Paralelamente, a prefeitura faz atividades de conscientização para que a população não jogue lixo nos rios ou bueiros, o que contribui para as cheias.

“Todos nós somos sócios da cidade. Se uma pequena parcela opta por jogar lixo nos bueiros as consequências serão de toda a população”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima.

As duas principais áreas de Curitiba afetadas pelas fortes chuvas de segunda-feira (22) - Alto da XV e Rebouças - estão localizadas em regiões onde há décadas foi executada a canalização de rios. No Alto da XV está canalizado o Rio Juvevê e, no Rebouças, o Rio Água Verde.

A canalização é um dos motivos para o alagamento, mas não o único.  Até mesmo a boa estrutura de escoamento superficial das águas contribui para o enchimento mais rápido dos rios e consequente transbordo das águas.  “Na chuva grande, intensa, quanto melhor for a drenagem, o escoamento superficial, maior o problema”, explica o diretor de drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Wilson Machado.   

Segundo ele, até recentemente os canais subterrâneos tinham dimensionamento adequado para suportar vazão, mas agora com a maior impermeabilização da região, aliada a chuvas atípicas, com forte volume de água e de intensidade rápida, os rios não conseguem suportar e há necessidade de um incremento na sua capacidade. Isso pode ser feito com a execução de obras de contenção, as chamadas bacias de contenção, que servem para retardar o fluxo da água, contendo a água e liberando-a gradativamente. Assim consegue-se evitar o enchimento rápido e conseguente transbordo.  Existem projetos prontos para execução na região, porém dependem da liberação de recursos federais. 

“Registramos como obra emergencial e estamos esperando a liberação de recursos que deveriam ter ocorrido ano passado. Sabemos da situação do governo federal, mas esperamos a liberação para os próximos meses. Aguardamos a Caixa Econômica emitir seu OK sobre os projetos e os recursos do Ministério das Cidades”, ressaltou o diretor.

No Barigui

No Rio Barigui há duas grandes intervenções com investimento de aproximadamente R$ 25 milhões. A primeira delas são obras de perfilamento e de desassoreamento do rio em um trecho de 22 quilômetros entre a Rua Dionira Molleta Klemtz (Fazendinha) e o Rio Iguaçu (Caximba). Neste mesmo trecho ocorre a construção de muros de contenção que evita a erosão do solo à margem do rio e assoreamento e está em execução desde 2015.

No início deste ano, foi entregue aos moradores do Uberaba uma importante obra de macrodrenagem: a construção de muro de arrimo em gabião (muro de contenção)  em uma extensão de 70 metros do Rio Belém, na lateral da Avenida Canal Belém, entre as ruas Guiroku Gastão Ayabe e Pacífico Guimarães Teixeira, fundos da Escola Municipal Professora Donatilla Caron Anjos. Teve um custo de   R$ 656,8 mil.

Em dezembro de 2015, a Prefeitura também finalizou a implantação de galeria celular com extensão de 20 metros no Córrego Diamantina com a Rua José Zaramella, no Boa Vista, que teve valor de R$ 259,5 mil.

Nos primeiros dois anos da atual gestão, foram executadas a implantação de calhas pré-moldadas em U no córrego Estribo Ahú (Boa Vista) e no Rio Bacacheri-Mirim (Tingui), muros de arrimo executados no Rio Guaíra (40 metros) – bairro Água Verde; no Córrego Areãozinho (60 metros) – bairro Jardim das Américas; e no Ribeirão dos Padilhas (160 metros) - bairros Xaxim e Pinheirinho.  O custo destas ações beirou R$ 2,3 milhões.

Obras

Os trabalhos em drenagem são constantes por toda a cidade. Estão em execução no momento a implantação de muros de arrimo em gabião na margem esquerda do Ribeirão dos Padilhas, no trecho entre as ruas Odenir Silveira, Dante Honório e Theodomiro Furtado, no Xaxim, e na margem esquerda de saída da galeria celular do Rio Belém, na Rua Professor Nilo Brandão, bairro São Lourenço. Os investimentos são, respectivamente, de R$ 162,9 mil e R$ 90,2 mil. No Cristo Rei, o investimento é de R$ 850 mil. As obras que iniciaram neste mês, devem terminar no máximo em 120 dias.

No Cristo Rei estão sendo colocadas galerias na Rua Prefeito Ângelo Lopes, no trecho entre as avenidas Senador Souza Naves e São José, em uma extensão de 341 metros. O investimento nesta obra é de R$ 167,9 mil.

No Cajuru, a marginal da BR–277, no trecho entre as ruas Alfredo Barcik e Antônio Moreira Lopes, está em obras, com investimento de R$ 318,9 mil. No Portão, estão sendo implantados 213 metros de galerias de águas pluviais na Rua Manoel Gustavo Schier, com custo de R$ 240,7 mil. E no bairro Vista Alegre as galerias estão sendo implantadas na Rua Frei Valentin Hella, entre as ruas José Abentin e Itália Giampoli Amatuzzi, com investimento de R$ 124,2 mil.

No Xaxim está em fase final a implantação de galerias de águas pluviais na Rua João Batista Zagonel Passos e na Rua David Tows, em uma extensão total de 1.778 metros. O investimento é de R$ 1 milhão.

Outros locais beneficiados com a implantação de novas galerias de água pluvial são Rua João Azolim  (460 metros) em Santa Felicidade,  Rua Lodovico Geronasso (753 metros) no Boa Vista e Rua Maria Gabardo Mendes  (420 metros) no Portão.

Além das obras, são feitos de forma contínua trabalhos de manutenção da cidade como a limpeza e desassoreamento de córregos. Os distritos de manutenção urbana, ligados às administrações regionais, também têm feito serviços de microdrenagem como a limpeza de caixas de captação, bueiros e tubulações menores.  

Informações Prefeitura Municipal de Curitiba