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Ocupação de casas vira impasse em Campo Magro

(Foto: Marcos S. Neto / Prefeitura de Campo Magro) - Ocupação de casas vira impasse em Campo Magro
(Foto: Marcos S. Neto / Prefeitura de Campo Magro)

A ocupação do empreendimento Jardim Águas Claras, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, se transformou em um grande impasse envolvendo a prefeitura do município, a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a Caixa Econômica Federal. As mais de 60 famílias que estão no local desde a última sexta-feira (8) afirmam que foram autorizadas pelo município a entrar nas casas, mas se tornaram alvo de uma ação de reintegração de posse que deve ser cumprida a qualquer momento.

Uma das moradoras alegou ao Portal Massa News que o próprio município liberou as chaves para os futuros moradores dos imóveis, mas dias depois cortaram o fornecimento de água e avisaram da necessidade de deixarem as casas. “Falaram que não tinham verba para terminar as casas e, quem tivesse condição de terminar, poderia terminar. Agora falaram que temos que sair, mas não temos para onde ir”, disse a mulher que se identificou como Jéssica.

Alguns moradores fizeram uma manifestação em frente a Prefeitura de Campo Magro e se reuniram com o secretário de gabinete Alcione Gaspar Pinto. Ele nega que a administração municipal tivesse autorizado qualquer mudança para os imóveis.

“A prefeitura não participou em nenhum momento de uma reunião com entrega de chaves. Eles foram até lá, invadiram a obra e encontraram as chaves das outras casas. Fizeram isso para criar um fato político”, criticou o secretário. Ele afirmou ainda que os ocupantes não são os beneficiários das casas, previstas para serem entregues em agosto deste ano a 74 famílias que moram em áreas de risco do município, e que a obra não estava parada. “Tanto é que eles expulsaram os pedreiros que estavam trabalhando”.

Ação

O diretor de Regularização Fundiária da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Nelson Cordeiro Justus, também criticou a ação de “baderneiros”, considerada “muito confusa”. Ele afirmou que equipes da empresa identificaram moradores de outros municípios da Região Metropolitana entre os ocupantes e que, por isso, não teriam direito a uma casa em Campo Magro. “Não são as pessoas cadastradas e beneficiadas que se cansaram com a demora da obra”, garantiu.

De acordo com Justus, no dia da ocupação, a Cohapar registrou três boletins de ocorrência e encaminhou à Caixa Econômica Federal, responsável pela obra, e que já ingressou com uma ação para recuperar as casas. “Fatalmente vai sair uma liminar e vamos acompanhar a reintegração das casas. A Caixa, então, vai devolver a obra para a construtora concluir o trabalho e entregar para as famílias selecionadas”. Ele destacou ainda que a obra é realizada com recursos do Governo Federal.