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Oficinas divulgam benefícios da fitoterapia nas UBS

Uma equipe de professores e estudantes do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e do Centro de Ciências Agrárias (CCA) vai promover, a partir de abril, uma série de oficinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Londrina para desmistificar o uso racional de plantas medicinais e de fitoterápicos. O foco das atividades será o benefício destes medicamentos na prevenção e no tratamento de doenças.

O projeto de extensão "Orientações sobre o uso racional de plantas medicinais", direcionado para a população londrinense, deverá ser oferecido dentro do Programa de Fitoterapia da rede municipal, como prática complementar. Entre as vantagens está a baixa incidência de efeitos colaterais, além da aproximação da equipe de saúde com os usuários e o resgate da valorização do saber popular.

O coordenador do projeto, professor René Oliveira do Couto, do Departamento de Ciências Farmacêuticas (CCS), explica que o cronograma de oficinas deverá ser divulgado no final de abril. Ele explica que a iniciativa resgata o trabalho do médico Rui Cépil Diniz, que iniciou o programa de fitoterapia na rede municipal. De acordo com o professor, atualmente são utilizados 42 medicamentos fitoterápicos para o tratamento de diversos quadros de doenças.

A proposta é realizar oficinas nas UBS para abordar o uso racional dos medicamentos, combatendo o uso indiscriminado, que pode trazer consequências para a saúde. Durante as oficinas também serão repassadas informações para que a população busque cultivar plantas medicinais, incentivando a adoção dos métodos naturais. "Nossa proposta é que a população entenda que não é porque é natural que não pode ser prejudicial. Queremos dar o fundamento para uso racional de medicamentos e plantas", afirma o coordenador.

Além de estudantes do curso de Farmácia (CCS), as oficinas contarão com estudantes do curso de Agronomia (CCA), que repassarão técnicas para o cultivo de plantas medicinais. A proposta é que estas informações possam apoiar o trabalho de grupos específicos de usuários do Sistema de Saúde (SUS), que são acompanhados por equipes especializadas para o tratamento de doenças de maior prevalência como hipertensão, diabetes, doenças inflamatórias, do trato urinário e gastrointestinais. Integram o projeto os professores José Carlos Duarte, do Departamento de Ciências Farmacêuticas (CCS), e José Roberto Pinto de Souza, do Departamento de Agronomia (CCA). 

(com Agência UEL)