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Ônibus voltam a circular em Araucária

(Foto: Divulgação / Sindimoc) - Ônibus voltam a circular em Araucária
(Foto: Divulgação / Sindimoc)

Depois de uma manhã de paralisação, os motoristas e cobradores da empresa Tindiquera, em Araucária, voltaram a trabalhar na tarde desta terça-feira (27). A circulação dos veículos do município está se normalizando.

Cerca de 80 trabalhadores não receberam o adiantamento salarial, que estava previsto para acontecer no último dia 20. De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc), os trabalhadores já estão recebendo o pagamento via banco.

Em nota, a Prefeitura de Araucária informou que a Companhia Municipal de Transportes (CMTC ) afirmou que a Viação Tindiquera não havia emitido nota alguma com cobrança de valores até ontem (26).

“Somente durante a reunião junto ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores foi que a empresa informou que ainda não havia emitido os títulos, consequentemente não haviam meios de efetivar o pagamento por parte da CMTC”, diz o texto. “É importante ressaltar que mesmo sem a emissão do título a concessionária diariamente se apodera das arrecadações em espécie realizadas nas catracas dos terminais e nos ônibus”, completou.

A nova gestão da companhia informou ainda que está questionando valores e contratos existentes no transporte público municipal, principalmente o valor do quilômetro rodado.

Mais cedo, a empresa Tindiquera argumentou que por parte dela, não houve qualquer tipo atraso. "Houve, sim, uma incapacidade da CMTC de realizar o repasse à empresa em tempo hábil, para que os trabalhadores recebessem o dinheiro ainda ontem. Aliás, a empresa ainda tem a nota fiscal da primeira dezena de agosto sem liquidação – isto é, existem repasses da CMTC atrasados há cerca de 50 dias. A tentativa de colocar os trabalhadores e a população contra a Viação Tindiquera não vai funcionar, pois os extratos provam que os recursos só chegaram nesta terça-feira à empresa", divulgou em nota.

Sem ônibus

Não operaram na manhã de hoje 30 linhas que atuam apenas dentro do município. Os trabalhadores decidiram cruzar os braços por conta do atraso no pagamento.