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‘Operação Citrus’ investiga fraudes em licitações, diz Gaeco

Casa do prefeito foi alvo de busca e apreensão (Foto: Gaeco) - ‘Operação Citrus’ investiga fraudes em licitações, diz Gaeco
Casa do prefeito foi alvo de busca e apreensão (Foto: Gaeco)

O Gaeco divulgou uma nota, nesta manhã (14), explicando a operação desenvolvida hoje, em Itaipulândia.  A operação recebeu o nome de ‘Citrus’ e visa desarticular um esquema de fraudes e direcionamentos em licitações. Conforme o Gaeco, servidores públicos participavam do esquema e beneficiavam empresários, entre eles, o irmão do prefeito Miguel Bayerle.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, nove de prisão temporária, 13 de condução coercitiva e outros nove de busca e apreensão. Entre os alvos da operação estava a casa do prefeito, empresas da cidade e a própria prefeitura.

As investigações, conforme o Gaeco, começaram em 2015 para apurar as fraudes nas licitações e os direcionamentos, principalmente na área de construção civil. Os mandados de prisão foram expedidos contra empresários da cidade. Já os pedidos de prisão temporária, são contra servidores municipais, empresário e familiares deles.

Entre os detidos está a esposa do prefeito, Diva Calábria Bayerle. Um revólver calibre 38 foi apreendido com ela. Na delegacia, uma fiança de dois salários mínimos foi estipulada. Ela pagou e foi liberada.

Arma estava municiada e tinha mira especial (Foto: Polícia)Arma estava municiada e tinha mira especial (Foto: Polícia)

Conforme o Gaeco, muitas pessoas levadas para condução coercitiva, atuavam como ‘laranjas’ do esquema, ou seja, cediam os nomes para as fraudes ocorrerem. os documentos e materiais apreendidos foram levados para analise.

Posição oficial

Em nota oficial, no final da manhã de hoje (14), a assessoria de comunicação da Prefeitura de Itaipulândia, afirmou que colaborou com a ação do Gaeco, fornecendo os documentos solicitados.

Além disso, a assessoria confirmou que o prefeito segue despachando normalmente, bem como o atendimento à comunidade.

Já na Câmara de Vereadores, não há assessoria de imprensa, mas a equipe jurídica, afirmou que apenas um vereador foi o alvo da operação. Por enquanto, nenhuma nota será divulgada, pois o setor não sabe ao certo o motivo da operação do Gaeco.

Colaboração: Assessoria MP / Cris Neres da Rede Massa