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Operação contra crimes de racismo tem mandados cumpridos no Paraná

A operação desencadeada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e das Polícias Civis dos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Minas Gerais, cumpriu nesta manhã, dois mandados no Paraná. Um de prisão e outro de busca e apreensão.

De acordo com informações confirmadas pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná, o mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, e cumprido por policiais civis do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), foi contra um rapaz de 21 anos, identificado como Gabriel Sampietri. O rapaz já havia sido preso pelo Nuciberm em 26 de novembro de 2015, durante uma operação de combate a crimes cibernéticos. Ele está recolhido na Casa de Custódia de Piraquara, onde o mandado foi executado. Desta vez, ele é acusado dos crimes de associação criminosa, racismo e injúria racial.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma casa em São José dos Pinhais. Conforme a assessoria, nada foi apreendido. A casa, era também alvo de investigação da polícia paranaense.

Operação

Esta operação, foi deflagrada para prender criminosos apontados como autores dos ataques dirigidos à atriz Taís Araújo em sua página na rede de relacionamentos.  A ação foi coordenada pelo delegado Alessandro Thiers, titular da DRCI, com o objetivo desarticular o grupo e cumprir quatro mandados de prisão e onze mandados de busca e apreensão em cidades brasileiras.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que as ofensas dirigidas à atriz foram premeditadas pelo grupo criado com uma única finalidade: praticar ataques de cunho racista em perfis de redes de relacionamento, páginas e contatos do aplicativo whatsaap.

Ainda conforme a polícia carioca, o grupo atuava incitando seus membros para o cometimento das atividades ilícitas de discriminação racial. Os incitadores criavam grupos secretos e temporários para potencializá-los, e ainda, chegavam a informar maneiras de mascarar a conexão no intuito de tentar dificultar o rastreamento, objetivando a impunidade por tais crimes.

Colaboração Polícia Civil Rio de Janeiro