27°
Máx
13°
Min

Operação procura pistas de adolescentes desaparecidas

Com apoio do Exército e de forças de segurança da região, varredura foi realizada em busca de novas pistas (Foto: Divulgação / Polícia Civil) - Operação procura pistas de adolescentes desaparecidas
Com apoio do Exército e de forças de segurança da região, varredura foi realizada em busca de novas pistas (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Uma grande força-tarefa foi montada pela 4ª Subdivisão Policial (4ª SDP) de União da Vitória para vasculhar a região de Cruz Machado (254 quilômetros de Ponta Grossa), onde duas adolescentes estão desaparecidas há alguns meses. O delegado-chefe da 4ª SDP, Douglas Carlos Possebon e Freitas, coordenou as ações que contaram com apoio do Exército, bombeiros e policiais civis e militares de toda a região, além do grupamento canino dos bombeiros de Curitibanos (SC).

De acordo com a autoridade policial, nenhuma nova pista foi encontrada. “Estamos fazendo novas buscas desde que foi encontrada uma ossada incompleta de uma pessoa que ainda não foi identificada e os pertences de uma das adolescentes desaparecidas”, explica Possebon. Ele refere-se ao caso registrado na última semana, em que um fazendeiro encontrou um crânio, fêmur e outros ossos perto de um milharal. Perto dali, foram encontrados materiais escolares e peças de roupa de Solange Roseli Vitek, de 15 anos, que não é vista desde abril deste ano.

“As famílias das duas adolescentes estiveram na delegacia e foram encaminhadas ao IML [Instituto Médico Legal] para coletar material genético para ser confrontado com o material ósseo encontrado”, explica o delegado, garantindo que ainda não há a confirmação da identidade da vítima.

Os trabalhos foram concentrados do ponto onde a primeira adolescente desapareceu (Camile Loures das Chagas, de 13 anos, foi vista em dezembro do ano passado pela última vez) e seguiram até o local onde os ossos foram localizados. “Nada foi encontrado, mas de qualquer forma, não iremos desistir desta empreitada e o inquérito policial ainda está em andamento”, garante Possebon, que ressalta o fato de ainda não haverem suspeitos.

“Não temos nenhum apontamento de autoria, temos algumas informações. É importante que a comunidade local nos passe informações, principalmente os moradores do Encantilhado [zona rural onde foi realizada a operação]. Temos algumas linhas de investigação, mas nada de concreto até o momento”, completa a autoridade policial.

Colaboração VVale.