24°
Máx
17°
Min

Para Gaeco, aumento de preços comprova cartel de postos

(foto: Tony Winston/Agência Brasília) - Para Gaeco, aumento de preços comprova cartel de postos
(foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Uma reunião entre o delegado do Gaeco Alan Flore, o coordenador do Procon Rodrigo Brum, e o promotor de defesa do consumidor Miguel Sogaiar, na manhã desta quarta-feira (23) na sede do Ministério Público,  discutiu o aumento repentino de preços dos combustíveis em Londrina.

Reportagem do Massa News publicada no início da semana mostrou que o litro do etanol é vendido em alguns postos da cidade a R$ 2,99, depois da terceira semana consecutiva de alta.

Para o delegado, o reajuste compra a existência de um cartel entre os empresários do setor.

“Vamos apurar o aumento injustificado dos últimos dias. Entendemos que existe uma postura criminosa de alinhamento de preços e cartelização. Um grande número de comerciantes subiu repentinamente o valor sem justificativa, já que não houve aumento na refinaria nem alteração na carga tributária”, apontou Flore em entrevista coletiva.

No ano passado, um inquérito foi instaurado para apurar a responsabilidade administrativa e criminal dos empresários, com base em informações levantadas junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Além destas informações, temos que comprovar um elemento subjetivo, que é a adesão ao cartel. Ficou muito mais fácil sustentar. Quando todos estabelecem um preço injustificado, em um patamar excessivo, podemos considerar que essas pessoas se alinharam para que o preço fosse determinado e eliminasse a concorrência”, explica o delegado.

(foto: Heloisa Pedrosa/Rede Massa)

Segundo o Gaeco, as fiscalizações de rotina prosseguem nos próximos dias nos postos da cidade, na tentativa de encontrar novos indícios que comprovem a atuação criminosa.