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Para OAB-PR, caso da UPA de Pinhais é gravíssimo e inaceitável

A história de Ilda Gonçalves surpreendeu e causou indignação em muitas pessoas. Segundo relatos de amigos, a mulher, que foi internada na terça-feira (12) da semana passada com um caso grave de cirrose hepática, morreu na Unidade de Pronto Atendimento de Pinhais.

O problema é que o corpo dela permaneceu na UPA em uma sala com ar-condicionado por quase uma semana. A reportagem da Rede Massa foi até o município da Região Metropolitana de Curitiba, para tentar entender melhor essa história.

A prefeitura do município afirmou que, como a mulher não portava documentos e não possuía nenhum familiar, o corpo dela não poderia ser liberado para que os amigos realizassem o enterro.

Além disso, ressaltou que a empresa responsável por recolher o corpo em uma câmara refrigerada deixou de realizar o serviço, pois o equipamento estava quebrado. No entanto, a administração do município afirmou que o corpo de Ilda foi encaminhado para uma câmara em Almirante Tamandaré.

Para a Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná, a situação é muito grave, especialmente pelo avançado estado de decomposição do corpo após seis dias em um ambiente inadequado e bastante movimentado, como é o da UPA.

Além disso, a Comissão ressaltou que o corpo precisaria ter sido encaminhado para o Instituto Médico Legal de Curitiba, ainda mais pelo fato de Ilda não ter documentos que provem a sua identidade.