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Para professores municipais, atual gestão ficou ‘só no papo’

(Foto: Divulgação) - Para professores municipais, atual gestão ficou ‘só no papo’
(Foto: Divulgação)

Durante a gestão de Gustavo Fruet no comando da Prefeitura de Curitiba, os professores da rede municipal de ensino tiveram apenas uma grande conquista. Sem abertura da administração para realmente atender às demandas, a categoria classifica os últimos quatro anos como um período de muita conversa, porém pouca efetivação.

“Esta foi uma gestão que a princípio se colocou como uma gestão que dialogaria com a categoria, mas em vários momentos em que os professores se dirigiram à prefeitura teve muito diálogo, mas não teve respostas efetivas”, avalia a dirigente sindical do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), Viviane Bastos.

A conquista do plano de carreira para a categoria só foi garantida após uma greve enquanto as demais pautas ficaram pendentes. “A greve é o último recurso que utilizamos, mas o movimento só avança se a categoria se organiza e se mobiliza. A gente conquista com luta”, comenta Viviane.

Em relação ao do aumento dos salários, a dirigente destaca uma manobra da prefeitura para não desembolsar mais recursos. “Esse ano, o reajuste que a prefeitura deu é um índice que não costuma dar. Normalmente eles não utilizam o IPCA, mas o INPC estava mais alto. Isso está dentro da questão jurídica, mas é uma forma de não dar o aumento que estávamos acostumados”, diz.

Para a próxima gestão, a lista de desafios segue extensa. O mais urgente é o déficit de profissionais, que não foi solucionada. O sindicato estima que é necessária a contratação de pelo menos 650 profissionais para a educação municipal, para suprir licenças e aposentadorias. “A prefeitura poderia chamar o concurso que fez esse ano. Ele foi homologado antes de julho, está no prazo legal. Não é só uma questão para os professores, mas também para os alunos”, comenta.