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Paraná é pioneiro na inclusão indígena nas universidades estaduais

(foto: Divulgação) - Paraná é pioneiro na inclusão indígena nas  universidades estaduais
(foto: Divulgação)

 Nesta terça feira (19) comemora-se o dia do índio. Um bom motivo para celebrar a data é a inclusão dos índios nas universidades estaduais. Graças ao “vestibular indígena”, cerca de 45 índios já concluíram a graduação em cursos como Medicina, Direito e Odontologia.

O vestibular específico para indígenas, criado por lei estadual em 2001, oferece seis vagas em cada uma das sete Universidades Estaduais, além de dez vagas na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.

O foco principal da integração dos indígenas nas universidades é que os profissionais formados nas instituições de ensino, posteriormente, ajudem as comunidades indígenas locais. É o que diz o professor da UEL e presidente do Cuia (Comissão Universidade para índios), Wagner Amaral, "Entre os avanços que observei está o reconhecimento de que os profissionais indígenas têm retornado para as terras indígenas para atuarem em diversas políticas sociais, principalmente na saúde (nas Unidades Básicas de Saúde) e na educação (nas Escolas Estaduais)", disse.

Wagner, lembra também que o Paraná foi pioneiro neste tipo de iniciativa que tornou-se uma política de Estado. "Ainda temos a tarefa de aprimorar esta política para mostrar ao país que é possível desenvolver ações, como as que estamos fazendo. Precisamos trabalhar bastante pela superação do preconceito, que hoje é menor, mas ainda existe na sociedade e também na universidade", comenta.

Em 2016 será realizado a 16° edição do vestibular indígena. Para contribuir com a permanência dos estudantes nas cidades das instituições, o governo do Estado oferece uma bolsa que, esse ano, teve um reajuste de 42%, passando de R$ 636,00 para R$ 900,00. Para os bolsistas que possuem um filho ou mais sob guarda, há acréscimos de 50% do valor. Para participar do vestibular indígena nas universidades estaduais, além de se autodeclarar índio, o candidato também precisa de uma carta de apresentação assinada pelo cacique.

(com informações da Agência UEL)