27°
Máx
13°
Min

Paraná pretende comprar doses de vacina contra a dengue

(Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília) - Paraná pretende comprar doses de vacina contra a dengue
(Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília)

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) anunciou, nesta sexta-feira (1º), que tem a intenção de comprar vacinas contra a dengue como forma de prevenção à doença. O Paraná registrou 31 óbitos em função da dengue desde agosto do ano passado. Ao todo, 299 municípios paranaenses são considerados infestados pelo Aedes  aegypti, segundo a Sesa. Quarenta cidades estão em situação de epidemia.

O secretário de Estado da Saúde, Michelle Caputo Neto, afirma que a vacina seria aplicada em três doses, com um intervalo entre elas de seis meses. De acordo com ele, o que impede o estado de comprar tais vacinas é a precificação, que ainda não foi definida. Isto pode acontecem em 30 dias. A partir disso, a vacina poderá ser adquirida, segundo informações da Sesa.

A vacina tetravalente tem eficácia apenas contra a dengue, não se estendendo aos casos de zika vírus ou chikungunya. A indicação é para prevenção da doença causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4. O tipo 1, mais recorrente no estado, chegando a mais de 90% dos casos, é para a qual a vacina oferece melhores resultados. A vacina que o Paraná pretende comprar é a única para dengue registrada no país. Ela já é aplicada nas Filipinas e possui registro também no México.

Prazo

Caso a previsão de precificação se concretize, a intenção do estado é iniciar a vacinação em junho de 2016, com a segunda dose em dezembro, já apresentando resultados para 2017. 

De acordo com o secretário, a vacina seria uma arma importante no combate à dengue. "É um enfrentamento duro mesmo quando você tem consciência, tem os profissionais capitados, quando tem a competência na coleta de lixo. Nós do Paraná entendemos que, tendo a nosso favor a vacina, não podemos abrir mão", declarou nesta sexta-feira (1º).

A estimativa é destinar R$ 24 milhões à primeira fase da vacinação, para a aquisição de 500 mil doses, segundo o secretário. “Mas dependemos do preço e também da disponibilidade”, comentou.

Devem ser vacinadas pessoas de nove a 45 anos. A imunização não se dá apenas após a terceira dose, mas sim desde a primeira etapa. De acordo com a secretaria, a previsão é de que os casos sejam reduzidos em 70%, além da diminuição de mais de 90% dos casos graves e 80% de hospitalizações.

Colaboração Louise Fiala Schmitt