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Paraná recupera mercados para a carne

(Foto: Divulgação/AEN) - Paraná recupera mercados para a carne
(Foto: Divulgação/AEN)

A atuação, desde 2012, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) tem ajudado o Paraná a recuperar mercados para a exportação de proteína animal. As ações do órgão no fortalecimento do controle sanitário e no trabalho para erradicação de doenças como a tuberculose e a brucelose bovinas, a peste suína clássica e a febre aftosa estão entre os fatores que contribuíram com a retomada da venda de carnes a países como a Rússia, Estados Unidos, Irã e Israel, que suspenderam a compra de produtos paranaenses após suspeitas de focos de aftosa e vaca-louca.

Nono estado em produção de carne bovina no Brasil, o Paraná registrou um crescimento de 116% nas exportações desde 2011, passando de 13,5 mil para 29,4 mil toneladas em 2015. O Estado é, ainda, o principal exportador de frango de corte e o terceiro de suínos no País.

Apesar de apresentar uma queda na exportação de carne bovina no ano passado, comparado a 2014, a venda ao Exterior voltou a crescer no início de 2016. De acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), em janeiro e fevereiro deste ano foram exportadas 6,3 mil toneladas de carne de boi, contra 2,5 mil toneladas no mesmo período do ano passado, um crescimento de 152%.

Peste e aftosa

No próximo mês de maio, o Paraná deve obter a certificação de área livre da peste suína clássica, concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O reforço no quadro de funcionários da Adapar, com a contratação de 133 técnicos que passaram em concurso público, e a ampliação da fiscalização com a construção e reforma das barreiras sanitárias foram essenciais para que o Estado alcançasse o status.

O Estado também avança no pleito para se tornar livre de febre aftosa, sem vacinação. Em maio, será realizada mais uma etapa de vacinação e só então haverá uma definição se os procedimentos para a obtenção do reconhecimento serão iniciados. “Esta é uma decisão que precisa ser tomada com maturidade, bom senso e muito diálogo com os setores produtivos”, ressalta Kroetz.

Colaboração AEN