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Paranaense viaja mais de 3 mil quilômetros para doar medula óssea

(foto: Facebook/Reprodução) - Paranaense viaja mais de 3 mil quilômetros para doar medula óssea
(foto: Facebook/Reprodução)

O eletricista Paulo Cardoso de Oliveira, de 55 anos, fez uma doação de medula óssea nesta quinta-feira (1º) no Hospital Real Português, em Recife (PE).

O gesto nobre se torna ainda maior quando levamos em consideração a distância percorrida pelo supervisor de linhas de transmissão de Furnas, que saiu de Ivaiporã para realizar o transplante. Foram mais de três mil quilômetros.

O procedimento foi feito pelo médico londrinense Rodolfo Calixto, que vive há 12 anos na capital pernambucana.

Paulo doou sangue em maio deste ano e, três meses depois, soube que era um doador compatível. A chance de compatibilidade entre não familiares é de uma em cada 100 mil. Além disso, o tipo sanguíneo do funcionário é AB+, que só pode doar para receptores com o mesmo tipo sanguíneo, o que torna o caso ainda mais raro.  Ele fez o transplante na idade considerada limite para se voluntariar.

A identidade do receptor não foi divulgada.

O funcionário é o segundo a ser identificado na campanha “Doe Vida!”, feita mensalmente em uma parceria entre Furnas e o Grupo Pró-Medula, com objetivo de aumentar o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Doadores

O Redome alcançou 4 milhões de cadastros de possíveis doadores em maio deste ano. Antes de 2003, a possibilidade de se encontrar um doador no registro para paciente brasileiro era inferior a 15%.

Atualmente, há mais de 80% de chance de se encontrar um doador compatível em fase inicial de busca e, no final do processo, 64% dos pacientes terão um doador compatível para a realização do transplante. Em 2003, o registro tinha em torno de 35 mil doadores.

(colaborou Lucia Lima/ParanaCentro)