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Participantes do Rondon trabalham temas sobre a família

Atividades em Reserva foram dedicadas a trabalhar temas como gravidez na adolescência e sexualidade (Foto: Divulgação) - Participantes do Rondon trabalham temas sobre a família
Atividades em Reserva foram dedicadas a trabalhar temas como gravidez na adolescência e sexualidade (Foto: Divulgação)

Violência doméstica, sexualidade, gravidez na adolescência, álcool e drogas. Estes são os principais temas de palestras e oficinas da Operação Rondon UEPG 2016, nas escolas e comunidades de Reserva. O município recebe rondonistas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/Ponta Grossa), Faculdade Paranaense (FAPAR/Curitiba) e União dos Escoteiros do Brasil (UEB).

A operação se estende ainda aos municípios de Ipiranga, Palmeira e Teixeira Soares, com envolvimento de mais seis instituições: Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage), Faculdade Sagrada Família (FASF), Sociedade Educacional Santa Amélia (Secal) Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Positivo (UP) e Universidade do Norte do Paraná (Unopar/Campus Ponta Grossa).

Em Reserva, de acordo com a professora Carla Adriane Pires Ragasson, coordenadora da equipe da FAPAR, verificou-se uma demanda enorme pelos temas ligados à família, tanto nas escolas como nas comunidades do interior. “Vemos meninas ainda na pré-adolescência com a sexualidade muito aflorada”, diz, comentando que chama a atenção o número de meninas grávidas no município.

Para a professora que tem experiência de participação em nove operações do Projeto Rondon nacional, a gravidez entre adolescente, assim como o problema das drogas, é resultado da desestruturação da família. Segundo ela, entre as crianças, há relatos de violência doméstica, brigas entre os pais e até de abuso sexual. “As escolas não dão conta dessa demanda e solicitaram que trabalhássemos esses temas com todas as turmas”.

A questão da desagregação familiar é tão relevante, ao ponto de os rondonistas decidirem fazer um trabalho de conscientização junto aos pais dos estudantes. “Queremos sabe o que está acontecendo e propor soluções por meio do diálogo”, diz a rondonista Dhafine Diana Ferreira, aluna de fisioterapia da FAPAR. “Mostramos como devem abordar determinados temas com os filhos que, na adolescência, são cheios de dúvidas”.

Carla Ragasson cita ainda outros temas trabalhados nas oficinas e palestras desenvolvidas em Reserva. Entre eles, a reciclagem, primeiros socorros, doenças sexualmente transmissíveis, doenças endêmicas (dengue, zika e outras), políticas públicas, saúde do homem, saúde da mulher e acidentes de trabalho. Como curiosidade, comenta que os idosos não querem assistir a palestras. “Preferem atividades com música e dança”.

Conforme a professora Carla, para os alunos da FAPAR, a imersão na Operação Rondon traz novas experiências, tanto na questão de contato com uma realidade social totalmente diversa da vivenciada por eles no seu dia a dia de estudante na Capital, como pela troca de conhecimento com colegas de outras áreas e de outras instituições. “Eles estão super motivados e sem envolvem em todas as atividades”.

A diretora do Colégio Estadual Gregório Szeremeta, Juliana Corá, afirma que a ações da Operação Rondon UEPG vieram ao encontro das necessidades da escola. “Achamos muito interessante e gostaríamos que isso se repetisse. Eles conseguiram envolver 100% da escola”, diz, destacando a grande motivação dos alunos nas atividades desenvolvidas. “Eles se inspiram nos rondonistas que também são estudantes”.

Colaboração Assessoria de Imprensa.