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Parto é induzido mais de 24 horas depois da morte do bebê

- Parto é induzido mais de 24 horas depois da morte do bebê

O drama de Daniele Cristina Gonçalves, de 27 anos, grávida de 38 semanas e que perdeu o bebê, durou mais de 24 horas. Familiares da gestante contaram que na manhã de quarta-feira (2), quando acordou, Daniele percebeu que havia algo de errado, pois não sentia o bebê. Ela procurou atendimento no posto de saúde e na sequência foi encaminhada ao Hospital Evangélico, onde recebeu a triste notícia de que o bebê estava morto.

De acordo com o relato de Ana Paula, irmã de Daniele, a partir daí, começava uma nova etapa de espera e de muito medo de que algo acontecesse também com a gestante. “Ela entrou às 9 horas de quarta-feira no hospital. Ninguém explicou direito o que tinha que fazer, só conseguimos contato com uma médica a 1 hora de hoje (3) e até então não sabíamos se tinha que tirar o bebê imediatamente, se podia ficar mais tempo”, contou.

Pela manhã, ela relatou que o marido de Daniele passou a noite com ela. “Ele disse por telefone que eles medicaram ela e que às 6 horas da manhã ela teve um sangramento e estava com dois centímetros de dilatação”, disse.  “Mas estamos muito preocupados, porque já faz mais de 24 horas que o bebê está morto dentro dela e, nós temos medo que isso possa de alguma forma prejudicar ela, gerar uma infecção”, acrescentou.

Pouco depois veio a notícia de que os medicamentos fizeram efeito, a bolsa estourou e o bebê foi retirado. A família não revelou qual é a atual condição de saúde de Daniele.

 Ana Paula contou que a gestação da irmã foi muito tranquila e que ela não teve nenhum problema. "Nem enjoo ela sentiu", disse. "Quando ela foi dormir na terça-feira estava tudo bem, o bebê mexia,, estava tudo normal, mas quando ela acordou no outro dia, ele estava morto".  Ela disse que no hospital disseram para Daniele que um pico de hipertensão arterial durante a noite pode ter sido a causa da morte da criança.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Evangélico para questionar qual é o procedimento adotado em casos como este, se o indicado é induzir o parto normal ou a realização de uma cesárea e ainda, quanto tempo é possível esperar para retirar o bebê sem que haja risco para a mãe, porém, a assessoria afirmou que “precisava de tempo para levantar as informações”. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno da assessoria da casa hospitalar.