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PF aponta irregularidades e superfaturamento de 25% em obras de asfalto

PF aponta irregularidades e superfaturamento em obras de asfalto

A Polícia Federal (PF) apresentou hoje a conclusão de mais dois laudos referentes às avenidas José Maria de Brito, Pedro Basso e Ranieri Mazzilli, em Foz do Iguaçu. Foram constatadas diversas irregularidades em relação ao resultado do serviço e o previsto em edital. Outros quatro laudos estão sob investigação e mais dois serão iniciados em breve.

Os peritos concluíram que há falhas em todas as camadas que formam o asfalto, as quais deveriam somar pelo menos 7 centímetros de espessura, sendo que as amostras apresentaram média de 4 cm, diferença de até 46% do originalmente previsto. Em outras análises, foram constatados sedimentos de 20 centímetros na terraplenagem, tendo em vista que a previsão era de 50 cm.

Com base nesses dados, os especialistas afirmam que houve superfaturamento de contratos. Nas obras da avenida José Maria de Brito, a estimativa é de R$ 558,2 mil. Na Pedro Basso, de R$ 90,8 mil, o equivalente a 25% sobre o valor total da obra. O dano ao erário ultrapassa o valor monetário do superfaturamento e reduz a vida útil do asfalto em 80 a 90%. 

Os peritos Fernando Rosman e Geovane Vilnei Rottaque dizem que houve falhas na fiscalização por parte do município.  As empresas licitadas podem ser responsabilizadas, juntamente com a Prefeitura, entretanto, as próximas medidas serão determinadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que assume as investigações a partir de agora. 

Alguns suspeitos envolvidos nas irregularidades apontadas já estão presos pela Operação Pecúlio, ainda conforme a PF. Isso não impede, no entanto, que novos inquéritos sejam abertos acerca dessas obras. 

Em nota, a Prefeitura informou que apoia as investigações e acompanhou a coleta das amostras para as perícias e que os fiscais citados na Pecúlio já foram afastados. A administração municipal ainda disse que presta todo o suporte necessário às investigações e quer que os responsáveis sejam punidos. 

A empresa Samp, executora das obras, informou que a espessura do asfalto passou por exame técnico dos especialistas da própria empresa e da Prefeitura. Segundo ela, não havia necessidade de camada de 7 cm e a alteração foi informada, bem como a mudança de contrato. Comunicou, também, que vai pedir os laudos junto à PF para ter mais detalhes sobre as informações.

Colaboração: Vinícius Machado/Rede Massa.