24°
Máx
17°
Min

PF investigou 2 mil inquéritos de contrabando e descaminho em 2015

(Foto: Ivair Basse / Rede Massa) - PF investigou 2 mil inquéritos de contrabando e descaminho em 2015
(Foto: Ivair Basse / Rede Massa)

O dado foi divulgado pela Polícia Federal de Foz do Iguaçu. No ano de 2015, dois mil inquéritos foram instaurados para apurar os crimes de contrabando e descaminho, na fronteira. 

A proximidade da cidade com o Paraguai é o principal fator que contribui para o número alto. A facilidade em trazer mercadorias, por portos clandestinos, em embarcações, pelo Rio Paraná e a falta de efetivo das forças de segurança, contribuem para a pratica dos criminosos. 

  • Contrabando é todo o produto que tem a venda proibida e acaba apreendido após atravessar a fronteira. Entre os mais comuns estão os pneus, cigarros, remédios e defensivos agrícolas, por exemplo.
  • Já o descaminho é qualquer outro produto, inclusive legal, mas que entra no país sem o pagamento de impostos. Entre os mais comuns estão os eletrônicos e as roupas.

Conforme o delegado da Polícia Federal, Mozart Person Fuchs, a pena para o crime do contrabando varia 2 a 5 anos. Nos casos de descaminho, a pena vai de 1 a 4 anos.

Em Foz do Iguaçu, a 2ª Vara Criminal da Justiça Federal é responsável por analisar e julgar os casos. O cumprimento da pena varia muito de acordo com o entendimento do juiz.

O contrabandista pode pagar fiança, ser preso, ou dependendo do caso, responder em regimes aberto e semiaberto. Há ainda a possibilidade de pagar pelo ato com serviços comunitários.

O que mais tem preocupado as autoridades é a reincidência dos autores dos crimes. Segundo a PRF o valor do dólar contribuiu para reduzir o número de apreensões, na região, no último ano.

Mesmo assim, as quadrilhas flagradas, quase sempre são formadas por integrantes reincidentes nos crimes. A maior preocupação da PRF, mesmo com a queda do índice, é com a gravidade do crime.

Quem se arrisca no transporte, leva grandes quantidades, nem sempre obedece à ordem de parada das forças de segurança, entra em perseguição e coloca em risco, a vida de inocentes.

Colaboração: Vinícius Machado / Rede Massa