21°
Máx
17°
Min

PM acusado de executar Jadson em Sarandi muda depoimento e denuncia delator

Corpo de Jadson foi encontrado uma semana após o desaparecimento (Foto: Divulgação) - PM acusado de executar Jadson muda depoimento e denuncia delator
Corpo de Jadson foi encontrado uma semana após o desaparecimento (Foto: Divulgação)

Acusado de executar o adolescente Jadson José de Oliveira, 17 anos, em Sarandi, o policial militar Marco Aurélio Onishi, 37 anos, mudou sua versão em interrogatório realizado nessa quarta-feira (31), no 4º Batalhão da Polícia Militar. Ele acusou o companheiro de abordagem Jonatan Vinicius Goulart, 31 anos, que o havia denunciado inicialmente.

Primeiro, Onishi declarou que fez a abordagem a Jadson, desaparecido no dia 10 de agosto, mas que o garoto teria sido liberado em seguida. Goulart foi quem causou uma reviravolta no caso ao denunciar o companheiro de farda e apontá-lo como o autor dos tiros dados na nuca do adolescente.

O advogado do soldado Onishi, Israel Batista de Moura, afirmou que o cliente apresentou os novos detalhes somente nessa quarta-feira, pois sua família vinha sendo ameaçada e agora conseguiu sair de Maringá. Com medo, os parentes teriam ido para outra cidade, para se esconder.

“Essa ameaça é muito grave porque foram dados detalhes da rotina da família, escola, trabalho da esposa e até o local onde ela fumava, o que o deixou bem apreensivo”, alegou.

O dia do crime

Segundo o advogado Israel Batista de Moura, Onishi contou que foi o soldado Jonatan Vinicius Goulart quem deu voz de abordagem ao adolescente e o levou até uma estrada rural de Sarandi. Após uma discussão sobre a cobrança de um pagamento, supostamente do tráfico de drogas, o policial teria assassinado o garoto.

Marcos Aurélio Onishi defende que se manteve na viatura durante o fato. Ele declarou que o acusado empurrou o corpo e, com o uso de uma lanterna, descobriu que sua farda estava suja de sangue, tanto o colete quanto a calça.

A dupla teria ido até a garagem de uma empresa de ônibus, onde Goulart tentou tirar as manchas de sangue. Já no batalhão, o acusado teria colocado a calça para secar em um ventilador, fato que foi observado por outros policiais.

O advogado requereu um novo depoimento do cliente à Policia Civil, uma acareação entre os soldados e também a reconstituição do crime. Onishi está detido no 4º Batalhão e teve a prisão decretada pela Justiça Militar e Justiça comum. Já Goulart está em prisão domiciliar.

Israel Batista de Moura alega que quer celeridade na apuração dos fatos porque, como Goulart ainda está em casa, poderia alterar provas importantes.