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PM demora 11 horas para registrar flagrante na Delegacia da Mulher

(Foto: João Carlos Frigério) - PM demora 11 horas para registrar flagrante na Delegacia da Mulher
(Foto: João Carlos Frigério)

Uma equipe da Polícia Militar aguardou 11 horas para registrar um flagrante na Delegacia da Mulher em Curitiba, neste domingo (22). Os policiais relataram que chegaram no local por volta da 1h30 da madrugada e a ocorrência foi fechada apenas ao meio-dia.

De acordo com o aspirante Cochek, a equipe atendeu a uma ocorrência referente à ameaça contra uma mulher. “A equipe presenciou o namorado da vítima fazendo ameaças e sendo contido por familiares da mulher. Ao verificar o que acontecia, o homem desacatou e desobedeceu às ordens equipe”, contou.

Todos então foram encaminhados para a Delegacia da Mulher. “Chegamos e havia outros três casos de flagrantes para serem feitos. Estes flagrantes foram encerrados por volta da 7h e a equipe foi atendida apenas ao meio-dia”, relatou.

Segundo o policial, a vítima acabou desistindo em função da demora. “Foi feita somente a situação de ameaça, desacato e desobediência da equipe policial”, comentou o aspirante Cochek.

A Polícia Civil, por meio de assessoria de imprensa, informou que este cenário registrado na Delegacia da Mulher foi atípico. Chegaram no local, no mesmo período, sete flagrantes para serem registrados. Como cada caso precisa passar pelo procedimento padrão, houve a demora no registro, segundo a assessoria.

Confira na íntegra a Nota Oficial da Polícia Civil

  • Referente o atendimento na Delegacia da Mulher (DM) de Curitiba, que ocorreu na madrugada de sábado para domingo (22), a delegada-titular da unidade, Sâmia Coser, informou que durante esse período, sete casos distintos foram recebidos na especializada em um curto espaço de tempo, fato excepcional que fez com que a espera do atendimento se prolongasse.
  • A delegada informou também que não foram três casos de flagrantes, como noticiado, mas sim sete casos, contando com a ocorrência encaminhada pelos policiais militares, sendo que ocorrência da PM chegou por último.
  •  Além do procedimento habitual em cada flagrante, que segue os ritos do Código de Processo Penal e atende às minúcias da Lei Maria da Penha, levando em média 2h a 2h30min para completa elaboração, uma das situações envolvia violência sexual, a qual é ainda mais complexa, e outro flagrante foi apresentado com o preso hospitalizado.
  • “Outra informação inverídica apresentada pelo aspirante da Polícia Militar foi no sentido de que às 7 horas o atendimento da Delegacia parou, na verdade, às 7h30 iniciou-se o atendimento do sexto flagrante, sendo necessário, além de todo trâmite normal, a ida da equipe até o Hospital do Trabalhador, o qual a distância é de aproximadamente 10km da especializada, para interrogatório do noticiado e demais procedimentos a serem realizados, sendo que este flagrante foi concluído somente por voltadas 11h50”, afirmou a delegada.
  • Tão logo, a Delegacia da Mulher iniciou todo o procedimento do flagrante entregue pela PM, porém a vítima não quis representar criminalmente. “A afirmação do aspirante é tão descabida que a vítima estava ciente de que, representando ou não, teria de aguardar na unidade para sua oitiva formal no procedimento elaborado”, ressaltou Sâmia.
  • “É importante esclarecer que, a partir do momento em que a vítima não deseja representar criminalmente, o caso deve ser encaminhado a outra unidade policial para que a situação de resistência e desacato fosse elaborado, porém, respeitando os soldados da Polícia Militar, cujo plantão já havia acabado, todo o procedimento foi feito na Delegacia da Mulher”, finalizou a delegada.