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Polícia Civil desarticula organização criminosa que agia em vários estados

Polícia Civil desarticula organização criminosa que agia em vários estados

Uma operação desencadeada pela Polícia Civil do Paraná, desarticulou uma organização criminosa apontada como responsável por fraudes milionárias em vários estados. Conforme a polícia, o grupo agia no Paraná, no Rio de Janeiro, nas cidades catarinenses de Mafra, Palhoça Itapema e Balneário Camboriú; em Dourados no Mato Grosso do Sul; em Brasília e Taguatinga, no Distrito Federal, e em Bom Jesus de Goiás, em Goiás.

Conforme informações da polícia, na ação uma pessoa foi presa e foram cumpridos 10 mandados de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão.

A investigação foi iniciada a partir de uma denúncia de irregularidades na venda de um terreno, localizado em São José dos Pinhais. A área, foi avaliada em R$ 600 milhões, e as comissões da negociação chegariam a R$ 90 milhões. A polícia revelou que pelo menos R$ 2 milhões teriam sido pagos antecipadamente. O preso foi identificado como é Wittemberg Magno Ribeiro.

Esquema

Segundo a polícia, a vítima comprou um terreno em São José dos Pinhais. A área equivale a mil campos de futebol e foi avaliada em R$ 600 milhões. O comprador, disse à polícia que pretendia revender o terreno.

Para isso, contou com a ajuda de Divino Valdir da Cruz e Lismar Machado, que eram seus conhecidos e que levaram a vítima até o suposto corretor Márcio Fernando de Almeida Correia, que disse ter informações sobre uma instituição internacional que teria interesse em comprar grandes áreas no Brasil.

Ainda segundo a polícia, todo o esquema foi organizado de forma a fazer com que a vítima confiasse no grupo. A polícia levantou informações de falsificação de documentos, páginas de instituições na internet. “Os estelionatários fizeram com que a vítima desembolsasse R$ 953 mil para o grupo a título de falsas tarifas de aberturas de contas no exterior. Depois de muito tempo de negociação, a vítima descobriu que tudo não passava de um golpe”, explicou o delegado Matheus Laiola.

O grupo aplicou o mesmo golpe em outros estados, sempre utilizando o mesmo esquema, abertura de conta no exterior, sites falsos, depósitos falsos na conta da vítima até que os suspeitos conseguissem tirar o dinheiro da vítima e sumir.

Colaboração Paula Caroline Schreiber