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Polícia Civil investiga cárcere privado de jornalistas

Foto: Polícia Civil - Polícia Civil investiga cárcere privado de jornalistas
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Cascavel desencadeou uma operação, na tarde de quinta-feira (10), na tentativa de descobrir detalhes e informações sobre o crime de cárcere privado, ocorrido contra uma equipe de uma emissora de TV de Cascavel, em Quedas do Iguaçu.

Foto: Polícia Civil

Os jornalistas produziam uma matéria, próximo ao acampamento do MST, quando acabaram cercados por pelo menos 50 integrantes do movimento.

Segundo o delegado que investiga o caso, Adriano Chohfi, a ida a Quedas do Iguaçu, teve por objetivo levantar detalhes do caso.

A equipe policial se reuniu com representantes da Araupel, empresa alvo da ação do MST. No dia 8 de março, os viveiros com plantas foram destruídos por mulheres do movimento.

Entidades de defesa dos jornalistas emitiram nota em defesa da liberdade de imprensa e repudiando a ação do MST. O movimento também emitiu nota, nesta sexta-feira (11), esclarecendo o caso.

Confira:

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público esclarecer e repudiar as informações divulgados pela TV  de Cascavel, sobre um suposto sequestro de sua equipe de jornalistas ocorrido em Quedas do Iguaçu, no início da tarde da última quarta-feira (09).

  • 1- Lamentamos muito o fato da emissora não se atentar para devidos cuidados na apuração de uma pauta, como, por exemplo, contatar a assessoria de impressa do MST.
  • 2. Os jornalistas chegaram de longe, as escondidas fazendo imagens sem nenhum acordo com Movimento, em nenhum momento existiu violência, armas ou algo coerção. Tanto que não existe nenhuma imagem que comprove qualquer tipo de agressão. Essa emissora há muito tempo criminaliza as ações do MST, com notícias raivosas e posicionamentos preconceituosos, exemplo mais recente, as ocupações do Movimento nas áreas griladas pela empresa Araupel.
  • 3. Existe uma orientação para todas as famílias do Movimento, para que não concedam entrevistas a essa emissora devido a outras situações em que as versões do MST foram distorcidas pela empresa, e pela constante criminalização do canal de comunicação aos movimentos sociais, rurais, urbanos, sindicatos e outros movimentos ligado a classe trabalhadora.
  • 4. É um direito do Movimento, como de qualquer entidade, escolher para quais emissoras irá dar entrevistas, prova disso é que o MST não se negou a receber outras emissoras, sempre tratando os profissionais da comunicação com muito profissionalismo e respeito.
  • 5. O Movimento Sem Terra afirma: Defendemos a liberdade de expressão, somos contra o monopólio do meios de comunicação, defendemos que eles sejam democratizados, para isso, é preciso regulamentar a mídia, que não expressa a pluralidade e diversidade em seus posicionamentos.

Não temos nada contra os trabalhadores jornalistas, mas discordamos da linha editorial adotada pelos seus patrões. A assessoria de imprensa do MST esta à disposição para maiores esclarecimentos.