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Polícia Civil vai denunciar PM Onishi pela morte de adolescente em Sarandi

Pistola usada no crime estava escondida na casa de Onishi (Foto: Índio Maringá/Rede Massa) - Polícia Civil vai denunciar PM Onishi pela morte de adolescente
Pistola usada no crime estava escondida na casa de Onishi (Foto: Índio Maringá/Rede Massa)

O delegado da Polícia Civil de Sarandi (a sete quilômetros de Maringá), Reginaldo Caetano da Silva, finalizou o inquérito sobre a morte do adolescente Jadson José de Oliveira, 17 anos, ocorrida no dia 10 de agosto deste ano. Segundo ele, o autor do crime foi o policial militar Marco Aurélio Onishi, que trabalha há seis anos na corporação.

A Polícia Civil vai indiciar Onishi por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e posse irregular de arma de fogo de uso restrito, com pena de até 39 anos de prisão somados os crimes. O soldado já está detido no 4º Batalhão da Polícia Militar, mas acusou o companheiro de farda Jonatan Vinicius Goulart, 31 anos, há três policial, do crime.

Por meio das provas científicas e da reconstituição, a Polícia Civil acreditou na versão dos fatos apresentada por Goulart, de que Onishi teria levado Jadson José de Oliveira até a Estrada 8, na zona rual de Sarandi, onde atirou em sua cabeça. A bala entrou pelo crânio e saiu pelo olho esquerdo.

Delegado apresentou a arma usada no crime (Foto: Índio Maringá/Rede Massa)Delegado apresentou a arma usada no crime (Foto: Índio Maringá/Rede Massa)

As provas

Na casa de Onishi foi encontrada uma pistola 9 mm de uso restrito das forças armadas, sem registro, que estava escondida na caixa-d’água, enrolada em um saco plástico e uma meia.

Goulart teria ficado ao lado da viatura enquanto Onishi estava com Jadson, mas teria ajudado o colega de viatura a carregar o corpo. As marcas no chão mostram pingos de sangue, o que comprova que o cadáver não foi arrastado, mas levantado por duas pessoas.

Por essa participação, Goulart será indiciado por abuso de autoridade, ocultação de cadáver e pode pegar até três anos e seis meses de pena. No local do crime, foram encontrados o projétil e a cápsula, que batem com a pistola do policial militar Marco Aurélio Onishi.

A motivação do crime não ficou totalmente esclarecida, mas Goulart teria dito que Onishi alegou que o menino dava trabalho, em virtude de suas passagens pela polícia, e por isso resolveu matá-lo.

Desaparecimento

Jadson desapareceu no dia 10 de agosto, após uma abordagem policial na Rua Machado de Assis. A princípio, os policiais negaram ter levado o adolescente na viatura, mas depois Goulart acusou Onishi do crime.

À Polícia Civil, o soldado alegou que imaginou que o colega bateria no garoto e depois o soltaria, ficando surpreso com a execução. Ele também argumentou que vinha sendo ameaçado e, por isso, não teria denunciado o homicídio antes.

Já Onishi rebateu a acusação e usou para isso a informação de que havia sangue na farda de Goulart, o que foi confirmado, mas teria caído durante a movimentação do corpo.

O inquérito militar também apontou Marco Aurélio Onishi como o autor do disparo, porém, ambos os envolvidos vão responder a processo disciplinar.

Colaboração Ana Paula Candelório da Rede Massa