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Polícia encontra rifa e documentos do PCC dentro de cadeia

Na operação pente fino realizada no último domingo (3) na cadeia de Piraí do Sul, a 83 quilômetros de Ponta Grossa, quando os policiais retiraram mais de 30 celulares e outros objetos proibidos, vários documentos foram apreendidos com os presos. Os documentos escritos à mão trazem conteúdo relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais organizações criminosas do país. Entre os papéis, foi encontrado o estatuto da facção.

“Nesses documentos estavam estatuto do PCC, que é onde estão disciplinados os direitos e deveres desses integrantes, e também temos algumas informações de membros que estão sendo ingressados nesta facção de várias cidades aqui do estado e de outros estados também”, explica o delegado Jairo Luiz Duarte de Camargo, responsável pela delegacia de Piraí do Sul. Ele completa dizendo que “ali tem a informação de quem é o preso, de quem o indicou, quem são os padrinhos, e algumas informações referentes a alguns problemas em outras unidades envolvendo integrantes do PCC”.

Entre a papelada, os policiais encontraram também uma rifa feita pelos presos para arrecadar fundos para a organização criminosa. 

“Foi encontrado uma rifa de uma motocicleta onde o integrante da facção que foi sorteado estava devendo para a facção e teve que deixar a motocicleta”, comenta.

Todo material foi encontrado por conta de uma operação pente fino nas celas, após uma tentativa de fuga dos presos. Eles tentaram fugir por um buraco feito por eles no banheiro coletivo das celas. De acordo com um dos documentos escrito pelos detentos, que foi encontrado pela polícia, a ordem em Piraí é continuar tentando fugir.

Por conta disso, os presos tiveram cortados benefícios como visitas e banho de sol. A Polícia Civil tenta organizar o lugar, que está superlotado. A capacidade é para 12 presos, mas 29 dividem espaço – o local sofre com a falta de estrutura. “Nós não temos estrutura e não temos pessoas treinadas para fazer a custódia de presos, nós temos aqui investigadores de polícia que deveriam estar atendimento à população”, completa.

Colaboração Priscila Koteski, da Rede Massa.