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Polícia Federal deflagra 26ª Operação Lava Jato em oito estados e Distrito Federal

(Foto: Arquivo / Rovena Rosa - Agência Brasil) - Polícia Federal deflagra 26ª Operação Lava Jato em oito estados e Distrito Federal
(Foto: Arquivo / Rovena Rosa - Agência Brasil)

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã desta terça-feira (22) a 26ª fase da Operação Lava Jato, intitulada de Operação Xepa. Cerca de 380 policiais federais cumprem ordens judiciais no Distrito Federal e oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Minas Gerais e Pernambuco. Entre os locais visitados por policiais está no hotel Golden Tulip, onde moram vários políticos.

Os policiais cumprem 11 mandados de prisão temporária e outros quatro de prisão preventiva, além de 67 mandados de busca e apreensão e 28 de condução coercitiva. Os presos serão encaminhados para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A operação de hoje é um desdobramento da 23ª fase da Operação Acarajé, quando foram presos o publicitário João Santana, ex-marqueteiro das campanhas eleitorais da presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a mulher dele e sócia Monia Moura. Os dois seguem presos preventivamente.

Materiais apreendidos na 23ª fase da Operação Lava Jato revelaram, segundo a PF, um esquema de contabilidade paralela no Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros. A PF afirma que vários deles têm vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas.

De acordo com a Polícia Federal, o material analisado indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do Grupo Odebrecht nas mais variadas áreas de atuação da empresa. Há indícios concretos de que o grupo utilizou operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização destes recursos.

Nesta segunda-feira, a Operação Lava Jato deflagrou a 25ª fase, em Portugal. Foi preso Raul Schmidt Felipe Junior, investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada.

Colaboração Polícia Federal