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Polícia investiga briga motivada por discussão política

Foto de Guilherme após a briga (Foto: Divulgação) - Polícia investiga briga motivada por discussão política
Foto de Guilherme após a briga (Foto: Divulgação)

Um casal de amigos que está acampado há quase dois meses em frente ao prédio da Justiça Federal, no bairro Ahú, afirma que foi agredido em um posto de gasolina próximo ao local. Eles apontam um militante do Partido dos Trabalhadores (PT) como o autor da agressão e dizem que a briga teve motivação política.

A confusão aconteceu na madrugada da última terça-feira (3). De acordo com a advogada Paula Milani, o publicitário Edson Rimonatto partiu para cima dela e de seu amigo ao identifica-los como integrantes do acampamento. O acusado nega que tenha começado a briga.

“Nós estávamos conversando com os frentistas. O cara saiu da loja de conveniência, entrou no carro e passou do nosso lado gritando que somos fascistas e que não vai ter golpe. Mas já estamos acostumados com isso”, contou Paula.

De acordo com ela, Rimonatto passou outras duas vezes pelo local e na terceira ocasião estava com uma chave de roda. “Ele voltou gritando mais uma vez. Já estávamos saindo do posto de gasolina e o Guilherme foi tentar conversar com ele. Ele estava com uma chave de roda na mão e deu três golpes na cabeça do Guilherme. Quando vi que o Guilherme estava ensanguentado, pulei pra cima dele e ele também me atingiu”, disse a advogada.

Ferimentos de Paula (Foto: Divulgação) Foto de Paula após a briga (Foto: Divulgação) 

Paula afirma que os dois ficaram “extremamente machucados”. Guilherme teve cortes na cabeça e no supercílio, mas não levou pontos, e ela está com um hematoma no olho. Os dois registraram boletim de ocorrência e fizeram exame de corpo de delito.

Outro lado

O advogado de Edson Rimonatto, João Guilherme Walski de Almeida, negou a acusação de que seu cliente teria iniciado a briga. Além disso, ele alega que a esposa de Rimonatto, a jornalista Théa Tavares, não estava no local e mesmo assim foi envolvida na situação que tomou uma proporção política.

O advogado afirmou que aguarda a divulgação das imagens da câmera de segurança do posto de gasolina para provar que o casal provocou Edson, e não o contrário. “O casal estava aparentemente alcoolizado dentro da loja de conveniência, fazendo comentários políticos. Edson começou a sofrer provocações”, disse Almeida.

De acordo com o advogado, a confusão começou depois que seu cliente retornou ao posto de gasolina e foi abordado por Guilherme. “Quando Edson desceu do carro, Guilherme já foi em sua direção agressivamente e tentou dar um soco nele. O Edson tinha uma chave de rodas no carro e pegou para se defender”, comentou. Almeida disse ainda que a agressão contra Paula aconteceu durante a briga.

Edson trabalhava como assessor do deputado Toninho Wandscheer (PROS), mas deixou o cargo. Théa era assessora de comunicação da Prefeitura de Curitiba. Eles dizem que desde o episódio estão sofrendo ameaças pelas redes sociais. O publicitário também registrou boletim de ocorrência e exame de corpo de delito.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pelo 4º Distrito Policial. O delegado aguarda o resultado do exame de corpo de delito para verificar a gravidade das lesões. Caso a lesão seja leve, o acusado deve assinar um termo circunstanciado encaminhado ao Juizado Especial Criminal. Em caso de lesões graves, será aberto um inquérito policial.

A Prefeitura de Curitiba informou que não vai se pronunciar sobre o assunto já que a assessora não é uma servidora do município.