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Polícia investiga preconceito contra médicos cubanos em PG

(Foto: Divulgação) - Polícia investiga preconceito contra médicos cubanos em PG
(Foto: Divulgação)

Uma enfermeira que trabalha no apoio institucional da Coordenação de Atenção Primária da Secretaria de Saúde de Ponta Grossa fez uma grave denúncia quando foi chamada para depor na Comissão Especial de Investigação (CEI) das Maternidades, na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Ela apresentou provas de que médicos cubanos que trabalham na cidade pelo programa Mais Médicos estão sofrendo preconceito por parte de médicos brasileiros.

As denúncias se tornaram públicas após divulgação por parte do coordenador da CEI das Maternidades, vereador Pietro Arnaud. Ele ouviu várias pessoas que trabalham na saúde e descobriu que as carteirinhas de algumas gestantes que têm como referência o Hospital e Maternidade Santana, em Ponta Grossa, trazem mensagens de intolerância aos médicos estrangeiros. As ofensas também estão presentes em receitas médicas assinadas por brasileiros.

A maioria dos comentários é no sentido de que os cubanos não têm registro e nem capacidade para atender às gestantes no município, conforme as imagens mostram. Os documentos foram levados ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério da Saúde para que seja aberto um processo de investigação sobre o caso. O médico alvo das ofensas registrou um boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial, que deve instaurar inquérito para apurar o caso.

Ponta Grossa é uma das cidades com o maior número de profissionais cubanos vindos pelo programa Mais Médicos, do Governo Federal. Atualmente, 60 médicos trabalham na cidade, um dos maiores números do Paraná.