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Polícia prende advogada suspeita de fraudar seguro DPVAT

(Foto: Divulgação/Polícia Civil) - Polícia prende advogada suspeita de fraudar seguro DPVAT
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A operação da Delegacia de Furtos e Roubos contra uma quadrilha suspeita de realizar fraudes no Seguro DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) prendeu três pessoas na manhã desta quinta-feira (31). Outros envolvidos são procurados.

De acordo com o delegado-titular da Furtos e Roubos, Matheus Laiola, pacientes e funcionários de hospitais eram abordados por integrantes da quadrilha para obter documentação sigilosa necessária para dar entrada com o pedido de indenização.

“Cerca de 30% do valor recebido ficava com a quadrilha, que fraudava alguns documentos para agilizar o processo junto à empresa pagadora do seguro”, disse Laiola. O valor total varia de R$ 2.700 (caso de despesas médicas) à R$ 13.500 reais (casos de invalidez ou morte) pagos pelo Seguro DPVAT para cada vítima.

Uma advogada de 31 anos e seu marido, 40, foram presos em casa, no bairro Uberaba. Também foi presa a secretária da empresa, de 30 anos, detida Campo Largo, na Região Metropolitana. O trio responderá pelos crimes de associação criminosa, prática dos crimes de estelionato, falsidade documental e crime contra a relação de consumo. Se condenados poderão pegar até 19 anos de prisão.

A polícia ainda procura por um fisioterapeuta que se passava por médico e dava alta antecipada às vítimas. Ele é considerado foragido e além de responder pelos crimes do trio preso irá responder por exercício ilegal da profissão, o que pode aumentar sua pena em mais dois anos de prisão.

Durante as buscas e apreensões na residência do trio e na empresa, foram apreendidos documentos, celulares e computadores que serão analisados e periciados pela Polícia Civil do Paraná. Na residência do casal a polícia também localizou um veículo adaptado para ambulância. “O carro era utilizado para fazer o translado da vítima acidentada para o hospital. O motorista era o próprio marido”, comentou o delegado.


Colaboração Polícia Civil