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Polícia prende suposto mentor de ataques em Umuarama; Whatsapp causou pânico

Jovem de 21 anos nega o crime (Foto: Polícia Civil) - Polícia prende suposto mentor de ataques; Whatsapp causou pânico
Jovem de 21 anos nega o crime (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil prendeu, no início da noite de quinta-feira (1º), um jovem acusado de ser o mentor dos ataques a dois ônibus incendiados em Umuarama. As ocorrências seriam uma represália pela morte de um adolescente de 16 anos durante uma abordagem policial, no dia anterior, e deixaram a população em pânico.

Felipe Almeida Maciel, 21 anos, é preso do regime aberto e usa tornozeleira eletrônica. A Polícia Civil acredita que ele formulou os ataques e convocou as pessoas para os crimes. Como é monitorado, ainda usaria a tática para roubos, como um registrado ao Posto Manaus no último fim de semana.

A namorada dele, Naiara Aparecida Vicente, 21 anos, trabalha no posto e também foi detida nessa quinta-feira, acusada de passar informações privilegiadas aos ladrões. Maciel negou o crime e declarou que a polícia não tem provas contra ele.

Pânico

Um áudio divulgado pelo Whatsapp colocou os moradores de Umuarama em pânico nessa quinta-feira. A mensagem conclamava incêndios a veículos em vingança pela morte do garoto de 16 anos, conhecido como Joinha. Suspeito de roubo e tráfico de drogas, ele teria reagido a uma abordagem, foi baleado pela Polícia Militar e não resistiu.

O capitão Valdecir Capelli, da Polícia Militar, avaliou que as forças de segurança precisam refletir sobre o uso do Whatsapp pela população e como reagir diante das crises geradas pelo aplicativo.

“Vamos ter que aprender a lidar com o Whatsapp. É preciso se ater aos detalhes, confirmar a informação antes de tomar uma decisão precipitada. A gente poderia ter tido um risco maior pelo pânico do que o real risco dos ataques”, colocou.

Umuarama foi tomada por policiais militares vindos dos batalhões de Campo Mourão, Cianorte, Cruzeiro do Oeste e Maringá. Devido ao medo das pessoas, o comércio fechou mais cedo e a cidade ficou deserta depois das 18h.

Nesta sexta-feira (2), a situação é tranquila e houve o retorno do transporte coletivo, que havia sido paralisado no início da tarde de quinta-feira, depois que dois ônibus foram incendiados.