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Policiais presos por série de mortes modificaram cena dos crimes

(foto: Altair Souza/Rede Massa) - Policiais presos por série de mortes modificaram cena dos crimes
(foto: Altair Souza/Rede Massa)

As principais forças de segurança pública do estado do Paraná concederam entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (13) para falar sobre a prisão de nove pessoas acusadas de envolvimento na série de assassinatos registrada em Londrina na noite de 29 de janeiro e madrugada do dia seguinte.

Doze pessoas foram mortas e outras 13 baleadas logo após o assassinato do policial militar Cristiano Luiz Bottino.

Das sete pessoas presas, seis são policiais militares, entre eles dois tenentes. Um empresário de Londrina foi preso acusado de ter guardado as armas de fogo usadas pelos policiais durante os crimes.

(foto: SESP/Divulgação)(foto: SESP/Divulgação) 

De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Julio Cezar dos Reis, mais de 1,7 mil exames balísticos foram feitos, resultando na apreensão de seis armas usadas nos assassinatos.

Houve registro de fraude processual, com cena dos crimes sendo modificadas pelo recolhimento de cápsulas deflagradas.

As investigações avançaram com a descoberta de que uma arma foi plantada pela PM em uma suposta troca de tiros com assaltantes registrada na tarde de 12 de março em uma estrada rural no distrito da Warta, zona norte de Londrina.

Segundo a versão da polícia, três homens estavam em uma carroça com objetos furtados quando teriam atirado contra os policiais. Pedro de Melo Domingos, de 28 anos, morreu ainda no local. Nenhum policial ficou ferido.

“Esta investigação foi e está sendo bastante complexa, por ausência de indícios em locais de crime, de subtração de material que lá deveria estar, e pelo temor de testemunhas em auxiliar a polícia na elucidação. É importante destacar que tivemos um fundamental apoio da Corregedoria da PM desde os primeiros momentos, quando foram percebidas as irregularidades”, apontou o delegado-geral da Polícia Civil, Julio Reis.

Os nomes dos presos não foram oficialmente divulgados. Eles ficarão detidos temporariamente por 30 dias, mas as prisões podem ser revertidas em preventivas.

“Não temos a menor satisfação em prender policiais. Cada prisão de policial gera uma cicatriz na segurança pública como um todo. Os nossos policiais, todos os dias, põem sua vida em risco para defender a sociedade, em confrontos legítimos. Somente corrigindo os erros que acontecem podemos justificar e dar apoio aos bons policiais. Estamos cumprindo nosso papel e nosso dever de apurar o ocorrido perante a sociedade”, declarou o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.