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Policiais presos são acusados de participação em crimes de morte

Policiais presos são acusados de participação em crimes de morte

Depois das prisões de policiais militares, ex-policiais e um militar da reserva, realizadas nesta manhã (23), em operação desencadeada por policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Tigre e do Comando da Polícia Militar, o coronel Maurício Tortato, comandante geral da Polícia Militar do Paraná, conversou com o Portal Massa News sobre a situação. Ele explicou que o Comando tinha conhecimento que a ação seria realizada e que deu apoio à operação.  “As investigações da DHPP apontaram o possível envolvimento de policiais militares em crimes de morte registrados há mais de cinco anos, no Bairro Boqueirão”, fiz. “Na época as investigações recaíram sobre o coronel Jorge Luiz Thais Martins, que chegou a ser preso, e agora, o nome dele veio novamente à tona”.

Tortato afirmou que todas as medidas referentes aos policiais da ativa e ao policial da reserva serão tomadas. “Nós aguardamos que a DHPP envie o inquérito na íntegra para anexarmos ao processo disciplinar que instauramos na Corregedoria da Polícia Militar”, explicou. “Não vamos nos furtar de responsabilizar devidamente os policiais, se confirmada a participação nos crimes”.

O coronel lamentou o desvio de conduta dos acusados, mas destacou que eles “não representam a instituição e os demais policiais militares que diariamente desempenham suas funções na defesa da população”. “Sabemos que são situações que temos que enfrentar, mas quero pedir à população que não generalize o fato. A Polícia Militar é muito maior que tudo isso”.

O delegado Marcelo Lemos de Oliveira, da DHPP, disse que “os crimes de morte supostamente praticados por policiais militares, teriam sido motivados por vingança, após a morte do primo de um policial”. “Policial este, que está entre os suspeitos presos hoje”, disse. “A vítima era primo do policial e foi assassinado três meses antes, em maio de 2010, sendo que em agosto começaram os eventos criminosos naquela localidade”, acrescentou.

 Sobre as suspeitas que recaiam sobre o coronel Jorge Luiz Tais Martins, o delegado disse que “em 2011 ele chegou a ser preso, por força de prisão decretada com base no reconhecimento dele por parte de várias testemunhas”. “Mas, a morte do filho do seu Jorge Martins, ocorreu em outubro de 2009, é uma distância muito grande para desencadear um sentimento de vingança”, complementou.

Apesar disso, o delegado afirmou que para descartar totalmente a participação de Jorge Martins no caso, somente no término das investigações. “Para excluí-lo somente no término das investigações. Ele será chamado novamente para depor, será novamente submetido a reconhecimento, mas neste momento eu não posso excluí-lo totalmente do caso”.

Entenda

O ex-comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Jorge Luiz Thais Martins, ficou 19 dias presos em 2011. Ele foi acusado de assassinar nove pessoas em cinco ocorrências, para vingar a morte do seu filho, morto por usuários de droga em 2009. Desde o início, ele nega participação nas mortes

Colaboração Joyce Carvalho/Paula Caroline Schreiber