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Policiais são presos suspeitos de cobrar propina de caminhoneiros

Policiais rodoviários federais extorquiram dinheiro de caminhoneiro para evitar aplicação de multas e apreensão do veículo (Foto: Divulgação / PRF) - Policiais são presos suspeitos de cobrar propina de caminhoneiros
Policiais rodoviários federais extorquiram dinheiro de caminhoneiro para evitar aplicação de multas e apreensão do veículo (Foto: Divulgação / PRF)

Ação conjunta entre o Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) resultou na prisão em flagrante de dois policiais rodoviários federais. Segundo o MPF, eles cometeram crime de concussão ao exigirem o pagamento de propina para não aplicarem multa e nem realizarem a apreensão do veículo de um caminhoneiro durante fiscalização realizada em no posto de combustível da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Imbaú, na BR-376.

A prisão ocorreu na noite do último dia 22, mas só foi divulgada pelas autoridades nesta quinta-feira (30). Eles foram flagrados pouco depois do pagamento de propina e liberação do caminhoneiro. A ação foi deflagrada após várias denúncias chegarem aos órgãos competentes envolvendo possíveis irregularidades funcionais ocorridas no posto da PRF em Imbaú.

Os policiais rodoviários abordaram o caminhoneiro no posto da PRF para verificar supostas infrações. No local, conforme declarou o motorista em depoimento, ele foi forçado a entregar o valor que possuía no momento (um cheque de R$ 250 do Banco Sicredi e uma cédula de R$ 50).

Na mesma noite, a PF se dirigiu ao local para cumprir as prisões após a confirmação das denúncias, inclusive por meio de monitoramento por câmeras de vídeo. Durante o cumprimento das prisões também foram encontrados nos objetos pessoais dos policiais rodoviários (bolsas, mochilas e veículos), grande quantia em dinheiro (mais de R$ 2 mil em espécie) e também um cheque no valor de R$ 250,00 do Banco Sicredi, que teria sido entregue pela última vítima.

Os policiais foram conduzidos, a princípio, para a Delegacia da PF de Ponta Grossa e, posteriormente, encaminhados para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Em audiência de custódia realizada na 1ª Vara Federal de Telêmaco Borba, as prisões em flagrante foram convertidas em prisões preventivas.

“Entendo que os elementos de prova colhidos até o presente momento recomendam a decretação da prisão preventiva como forma de evitar que os flagrados, caso soltos e no exercício das funções, permaneçam agindo de modo reprovável, maculando a imagem do órgão público que integram”, ressaltou a juíza em seu despacho.

A Procuradoria da República em Ponta Grossa acompanha a conclusão das investigações e o encerramento do inquérito decorrente do flagrante.

Na noite desta quinta-feira, a PRF emitiu uma nota de esclarecimento sobre o caso, confira a íntegra:

Nota de esclarecimento

Em complementação ao que informou a assessoria do Ministério Público Federal (MPF) em texto distribuído hoje (30) à imprensa, a ação conjunta que resultou na prisão, no último dia 22 de junho, de dois policiais rodoviários federais pela suposta prática de crime de concussão (exigência de vantagem indevida) envolveu não apenas o MPF e a Polícia Federal (PF), mas também a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A atuação conjunta entre PRF, PF e MPF ocorreu desde o início das investigações e foi fundamental para o êxito da operação.

A assessoria do MPF irá remeter à imprensa um texto corrigido nesta sexta-feira.

A PRF está atenta quanto a pontuais desvios de conduta de seus servidores e, em cooperação com os demais órgãos de fiscalização, investigação e controle, age sempre para preservar os princípios morais e éticos que devem reger as atividades da instituição.

 Colaboração Assessoria de Imprensa.