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Policial civil é afastado após ‘dia de fúria’

O vídeo que mostra um policial civil utilizando armamento pesado para entrar em uma casa em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, ganhou repercussão nas redes sociais nesta sexta-feira (20). Ele foi identificado como Antônio Gabriel Castanheira e, de acordo com a corporação, já foi afastado.

Na gravação, o homem aparece bastante exaltado e pede para entrar na residência. Diante da resistência dos porteiros, ele exibe um fuzil e faz ameaças aos seguranças. Ele usa, então, a arma para quebrar o vidro da portaria e consegue entrar no local. A segunda imagem mostra a parte interna do acesso à residência onde o policial lança uma granada.

Em nota, a Polícia Civil informou que solicitou o recolhimento das armas, que pertencem à Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) e estavam com o policial. Além disso, a Polícia Civil está apurando a responsabilidade criminal em relação ao fato. “Tendo em vista a gravidade do ocorrido, o DPC determinou o afastamento do investigador de polícia de suas funções operacionais até a conclusão do procedimento”, diz a nota. Confira o texto na íntegra:

Nota oficial

O Departamento da Polícia Civil (DPC) determinou à Corregedoria Geral da Polícia Civil uma apuração rigorosa sobre o ocorrido, inclusive solicitou que todas as armas, da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), em poder deste policial, fossem recolhidas. Foi solicitado ainda, um relatório de diligencias à unidade de lotação do policial os motivos da conduta do servidor.

A Corregedoria instaurou procedimento administrativo interno, comunicando a chefia direta do servidor, bem como encaminhou as reclamações para a Polícia Civil de Campo Largo para apurar as responsabilidades criminais. Entretanto, tendo em vista a gravidade do ocorrido, o DPC determinou o afastamento do investigador de polícia de suas funções operacionais até a conclusão do procedimento.

Sobre as investigações foi apurado que o condomínio, localizado na área rural de Campo Largo, onde aconteceu o tumulto, se encontra em litígio na área civil com referência a partilha entre os familiares, sendo que uma das herdeiras autorizou mediante contrato de comodato que o policial civil ocupasse uma das casas da área.

A investigação preliminar tem prazo de 30 dias para conclusão, devendo após ser encaminhada para instauração de processo administrativo disciplinar, com previsão de pena de demissão.