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Portadores de necessidades especiais são tratados com equoterapia

(Foto: Divulgação / Prefeitura) - Portadores de necessidades especiais são tratados com equoterapia
(Foto: Divulgação / Prefeitura)

O projeto de equoterapia realizado em parceria entre a Prefeitura Municipal de Carambeí, Centro de Equoterapia dos Campos Gerais e Rancho HS entra em 2016 em seu terceiro ano. Nesses dois anos de atividades, já foram efetuados mais 3,3 mil procedimentos direcionados a crianças especiais do município, com o cavalo como componente principal da terapia.

O trabalho, realizado por uma equipe multidisciplinar das áreas de psicopedagogia, fisioterapia e educação física, tem por objetivo facilitar o tratamento de portadores de necessidades especiais, distúrbio de comportamentos, hiperatividade entre outras deficiências. Por semana, são atendidas 35 crianças em sessões que duram cerca de 30 minutos.

De acordo com o educador físico Eros Spartalis, são atendidos alunos da Apae Carambeí, Casa Lar Talita e crianças com prescrição médica para o tratamento. Ele destaca os inúmeros benefícios proporcionados pelo tratamento e cita como exemplo um paciente com síndrome de Down. “A criança com Down possui uma musculatura hipotônica, o tratamento com o auxílio do cavalo ajuda fortalecer a musculatura”, explica.

Parceria

A proprietária do Rancho HS, Silvia de Geus Goolkate, enaltece a parceria que possibilitou o desenvolvimento do projeto em Carambeí. “Graças ao apoio da Prefeitura que custeia as despesas do projeto, disponibiliza transporte está sendo possível proporcionar atendimento para essas crianças”. Ela ressalta que o Rancho HS abriu os portões para a parceria sem fins lucrativos.

A diretora da Apae Carambeí, Lídia Schactai Silvano, aponta que atualmente 12 alunos da entidade participam da equoterapia e são observados inúmeros benefícios. “Melhorou a autoestima, confiança e a responsabilidade, eles sabem que parte da terapia depende deles. A socialização melhorou o comportamento e relacionamento com outros, além de um amadurecimento”, disse.

Animais

Na equoterapia, o praticante participa da sua própria reabilitação, e obtém como amigo o cavalo, que possui um grande carinho com o portador de necessidades especiais, deixando-se ser montado. O animal também possui uma andadura tridimensional que emite para o cérebro do praticante de 120 a 180 estímulos, que facilitam a melhora em menor tempo.

“Não é qualquer cavalo, tem que ser um animal dócil, de estatura baixa. Contamos com três animais para o trabalho em Carambeí”, conta. O cavalo atua na equoterapia como agente facilitador da aprendizagem, de inserção e de reinserção social.

Profissionais

O projeto é desenvolvido pelo Centro de Equoterapia dos Campos Gerais, através do educador físico Eros Spartalis, da fisioterapeuta Eloise Pupo, psicóloga Daniele Lara, pedagoga e psicóloga Camila Tribulato e os auxiliares guia Paulo Henrique e Mateus Biscaia.

Colaboração Assessoria de Imprensa.