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Prefeitura garante devolução da inscrição de candidatos em concurso

(Foto: Divulgação) - Prefeitura garante devolução da inscrição de candidatos em concurso
(Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Tibagi garante que vai devolver o dinheiro da inscrição dos mais de 1,5 mil candidatos que participaram do concurso público deste domingo (10). O processo seletivo foi cancelado ainda durante a manhã depois da constatação de diversas irregularidades cometidas pela empresa Oppus Concursos Públicos, responsável pela organização do processo.

A Procuradoria Jurídica do Município registrou Boletim de Ocorrência na delegacia relatando os problemas. Em nota enviada à imprensa, a assessoria de comunicação do município esclarece que “no início do período previsto para aplicação das provas, membros da Comissão do Concurso Público e servidores públicos que acompanhavam o processo perceberam que as normas com relação a horários e fiscalização nas salas não estava sendo cumprido, acarretando em desordem nos locais de prova”.

“Assim que percebemos que o processo não estava acontecendo com a lisura prevista, optamos por registrar queixa contra a empresa e proceder o cancelamento do concurso”, destaca o procurador jurídico da Prefeitura de Tibagi, Leonardo Mendes.

Ainda nesta segunda-feira (11), a Prefeitura disponibiliza através do seu site oficial um formulário para solicitação de ressarcimento do valor da inscrição aos mais de 1500 participantes, que será feito via depósito bancário mediante comprovação de dados pessoais. “Os candidatos precisam apresentar informações pessoais e número da inscrição no concurso, para que possamos providenciar o pagamento” enfatiza a secretária de Finanças Debora Fernandes.

De acordo com a Procuradoria Jurídica do município, já foi iniciado o processo administrativo para rescisão do contrato com a empresa Oppus Concursos Públicos, para posterior abertura de licitação de nova empresa para conduzir processo seletivo para as vagas pretendidas.

Confusão

De acordo com participantes do concurso, os fiscais de prova chegaram já no horário de fechamento dos portões, o que provocou o atraso no início da prova. Já dentro das salas de aula, quando os candidatos receberam as provas, descobriram que elas estavam trocadas e os fiscais tiveram que recolher todas elas. Quando foram redistribuídas novamente, vários candidatos ficaram sem provas.

Responsáveis pela empresa foram até a Prefeitura para imprimir os testes que estavam faltando – depois que a prova já tinha começado. Além disso, durante a confusão, muitas pessoas já tinham folheado a prova e alguns até tiraram fotos das questões – as imagens foram compartilhadas nas redes sociais enquanto os concorrentes ainda estavam na sala.

Muitos participantes desistiram de fazer a prova e foram direto para a delegacia e para a Polícia Militar para registrar boletim de ocorrência.

O outro lado

Em nota encaminhada à imprensa, a Oppus Concursos Públicos alegou que o atraso para o início das provas deu-se por conta da mudança do local de prova de “apenas alguns alunos”. “Foi apenas para melhorar o ambiente de aplicação das provas para os mesmos, pois se encontravam em salas com pouca ventilação e em uma sala muito pequena, então para a quantidade de alunos a sala não foi o ideal, com isso ocorreram atrasos. Também houve a falta de caderno questões de alguns candidatos, os quais foram providenciados imediatamente com total segurança e sigilo, mas para isso o trâmite levou a um pouco mais de atraso já que somente uma única pessoa da empresa tem acesso às provas reservas, por motivo de segurança. Como o concurso foi realizado em diversos locais, as providências dessas provas reservas demorou um pouco”, esclarece o comunicado.

Sobre as imagens da prova que vazaram nas redes sociais, a empresa explica que “já identificamos os autores e estamos tomando as medidas judiciais cabíveis, para que respondam na esfera criminal pelos seus atos”. A empresa responsável pelo concurso garante ainda que “em nada esse fato atrapalharia a idoneidade e credibilidade do certame, pois foi um fato isolado praticado por uma pessoa de má fé, que ainda nem sabemos se foi o próprio candidato pois aparece ângulos diferentes das fotos onde não poderia ser o próprio candidato tirando a foto. Mas isso não prejudicaria também a concorrência ao certame tendo em vista que foi postado após o ingresso dos candidatos na sala de prova, onde não poderiam ter acesso aos celulares e nem tão pouco a Internet, ou seja, os candidatos só saberiam dessa foto ao saírem da sala de prova, após terminarem sua prova”.

A nota na íntegra em que a Oppus Concursos Públicos dá sua versão dos fatos ocorridos no processo seletivo em Tibagi pode ser lida neste link.