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Presos incendeiam colchão e voltam a ameaçar motim

Situação na cadeia de Cândido de Abreu é crítica desde quarta-feira, quando policiais frustraram ações dos detentos (Foto: Repórter Faiska) - Presos incendeiam colchão e voltam a ameaçar motim
Situação na cadeia de Cândido de Abreu é crítica desde quarta-feira, quando policiais frustraram ações dos detentos (Foto: Repórter Faiska)

O clima na cadeia pública de Cândido de Abreu, a 182 quilômetros de Ponta Grossa, é bastante tenso desde a última quarta-feira (19). Na manhã desta sexta-feira (19), os detentos voltaram a causar tumulto na carceragem e incendiaram colchões, ameaçando novamente rebelião no estabelecimento prisional.

Há dois dias, eles já haviam tentado impedir a entrada dos policiais que fariam um bate grade de rotina e chegaram a jogar água fervendo contra as equipes – dois policiais ficaram feridos. Os ânimos foram contidos com a chegada de reforço e armas com munições não-letais precisaram ser usadas.

Situação na cadeia de Cândido de Abreu é crítica desde quarta-feira, quando policiais frustraram ações dos detentos (Foto: Repórter Faiska)Situação na cadeia de Cândido de Abreu é crítica desde quarta-feira, quando policiais frustraram ações dos detentos (Foto: Repórter Faiska)

Contudo, desde a noite de quinta-feira (18), os detentos voltaram a ficar agitados e o único policial que estava de plantão no momento do tumulto precisou novamente usar munições de efeito moral para conter os presos.

A Polícia Civil conseguiu novamente evitar um problema maior e acredita que três presos sejam os principais causadores dos problemas. As autoridades policiais do município solicitaram a transferência deles para outras unidades para tentar acabar com os princípios de motim, mas ainda não há uma confirmação de que a transferência será efetivada.

Os moradores da cidade permanecem assustados com a situação da cadeia. Durante a manhã, quando um dos colchões foi incendiado, um mercado que fica próximo à delegacia decidiu fechar as portas. O risco de fuga é iminente e o reforço policial foi novamente solicitado para manter a segurança no local.