22°
Máx
16°
Min

Presos na “Operação Ressurreição” serão soltos

(Foto: Divulgação) - Presos na “Operação Ressurreição” serão soltos
(Foto: Divulgação)

Quatro das 12 pessoas presas na última terça-feira (26), durante a “Operação Ressurreição”, tiveram a prisão prorrogada pela Justiça por mais cinco dias. As demais serão liberadas neste sábado (30), de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Continuam presos Márcio Clovis Baldi da Silva, Tiago Alcaide Ferreira, Luciano Alis Ferreira e Gustavo Mello da Silva, filho de Márcio. Os três primeiros são apontados como líderes da quadrilha que aplicava golpes para obter o seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) e driblar o rodízio de empresas funerárias em Curitiba.

Os quatro colaboraram com a investigação, mas o delegado-titular do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), Renato Figueroa, afirmou que a prorrogação da prisão dará mais detalhes sobre a atuação da quadrilha. “Ouvimos todos os envolvidos e percebemos algumas contradições. O juiz determinou a prorrogação da prisão deles, o que vai nos permitir fazer acareações”, disse.

Confissão

Durante os depoimentos, dois motoristas do Instituto Médico-Legal (IML) – um de Curitiba e o outro de Ponta Grossa, nos Campos Gerais - confessaram que receberam propina de R$ 700 a R$ 1 mil para repassar informações privilegiadas para a quadrilha. Entre os dados que eles repassavam estavam informações sobre a localização e o contato de familiares de pessoas mortas vítimas de acidentes de trânsito ou morte natural.

De acordo com Figueroa, o pagamento era realizado depois que o golpe era concretizado. “Entre os documentos apreendidos na operação estão comprovantes bancários que revelam transferências de dinheiro feitas pela quadrilha para as contas de parentes dos motoristas do IML”, afirmou. “Estas pessoas poderão responder pelo crime de lavagem de dinheiro”, completou.

Colaboração Secretaria de Estado de Segurança Pública