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Presos são transferidos e cadeia de Imbituva é esvaziada

A carceragem da delegacia da Polícia Civil de Imbituva, a 68 quilômetros de Ponta Grossa, começou a semana completamente vazia. Isso porque os 41 presos que estavam no local foram transferidos durante o fim de semana, após determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária.

“A gente teve essa boa notícia na sexta-feira, no fim do dia, de que os presos seriam absorvidos pelo sistema carcerário. Os 41 detentos que estavam aqui, alguns ainda aguardando julgamento e outros já condenados, foram todos removidos para o presídio Hildebrando [de Souza] em Ponta Grossa”, explica o delegado Reinaldo Zequinão, da Polícia Civil do município.

Com as celas vazias, é possível ver as condições a que os presos eram submetidos no local. Para se ter uma ideia, em um espaço de aproximadamente quatro metros quadrados, estavam cinco presos. No mesmo local havia os colchões, espaço para tomar banho e o vaso sanitário. As roupas e outros objetos ficam jogadas no chão pela falta de um espaço para guardá-las.

“Em 2014, o Poder Judiciário local já tinha interditado a carceragem com base em laudos e estudos da Defesa Civil e dos bombeiros, que recomendaram a interdição e a demolição da estrutura, por ser uma estrutura condenada, muito antiga, e que foi projetada para oito detentos e já estávamos com 41, e chegamos no mês passado a 52 detentos”, comenta Zequinão.

Com as celas vazias, a expectativa é de que o trabalho de investigação por parte da Polícia Civil se torne mais ágil. “Um dos grandes problemas dos presos nas delegacias seria o desvio de função que os investigadores sofrem. Ao invés de eles estarem na rua investigando os crimes, eles ficam aqui dentro da delegacia em escalas de 24 horas para atender 365 dias por ano, e não tem gente suficiente para investigar, para que a gente possa dar solução aos inquéritos e um atendimento mais adequado aos boletins de ocorrência e às demandas da sociedade”, completa o delegado.

A delegacia de Imbituva tem um histórico de problemas causados pela superlotação. Os presos estavam vivendo até mesmo no banheiro por conta da falta de espaço e de infraestrutura. Em fevereiro, sete presos já haviam sido transferidos depois de uma rebelião que durou quase 40 horas.

Colaboração Marrara Laurindo, da Rede Massa.